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Entenda o investimento da Alphabet na Oscar Health

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No início de 2018, o fundo de investimento do Google CapitalG e a Verily Life Sciences, uma divisão da Alphabet focada no uso de tecnologia para prevenir, detectar e gerenciar doenças, realizaram uma rodada de investimento de US$ 165 milhões na Oscar Health, o que resultou em uma valuation de US$ 3,2 bilhões. Agora a Alphabet, empresa-mãe do Google, investiu US$ 375 milhões na seguradora, de acordo com a Wired, uma participação de 10%. Um porta-voz da Alphabet disse que a empresa investiu na seguradora por muitos anos e está “empolgada em investir ainda mais para ajudar o Oscar em sua próxima fase de crescimento”.

A Oscar, usa uma combinação de tecnologia, parcerias com fornecedores e experiência de membros para tentar tornar os planos de saúde mais claros para os pacientes, enquanto oferece aos médicos modelos de pagamento mais flexíveis. Seu objetivo é usar tecnologia digitais, como big data e inteligência artificial, para tornar tudo mais rápido e fácil para os clientes e, usar os dados coletados para criar serviços radicalmente novos.

Por exemplo, as indenizações são pagas em até quatro dias, enquanto na maioria das seguradoras esse prazo é de mais de 16 dias. Isso porque o sistema é automatizado, não há a operação por um humano.

Com o investimento, Mario Schlosser, um dos fundadores e CEO da Oscar Health disse: “Continuaremos a construir uma experiência para o membro que reduz os custos e melhora o atendimento, além de levar o Oscar a mais pessoas – aprofundando nossa expansão nos mercados individuais e de pequenas empresas ao entrar em um novo segmento de negócios, o Medicare Advantage, em 2020”

Na operação da seguradora, a interação com os usuários é peça-chave. As comunicações são modeladas a partir de dados em tempo real e um sistema de concierge 24/7, no qual usuários são orientados a utilizar melhor o sistema de saúde, inclusive usando a telemedicina. Schlosser  explica: “Para dar um exemplo de como isso funciona em nossos sistemas, temos um modelo de segmentação clínica que categoriza os membros em diferentes níveis de complexidade de seus cuidados de saúde contínuos, impulsionados por todos os tipos de pontos de dados – no momento em que uma nova droga entra, no momento em que um novo teste de laboratório chega, isso é atualizado em tempo real, então temos uma visão muito boa da complexidade do histórico de saúde de alguém.” Pode-se por exemplo, evitar a ida de um usuário ao pronto socorro ou orientá-lo a procurar ajuda antecipadamente. Cerca de 80% dos membros do Oscar que acabaram em emergências usaram o aplicativo ou conversaram com o Concierge na semana anterior, como uma porta de entrada para os cuidados em saúde.

Uma das decisões mais diferentes da seguradora foi restringir a sua rede, remando contra os desejos dos usuários de uma rede maior. Ele conta que a motivação vem do fato dos EUA gastar um quinto de seu PIB em saúde, sendo que países ricos gastam a metade disso. “Um fenômeno interessante é que o custo nos serviços de saúde dos EUA nunca foi realmente provado de alguma forma que os correlacionassem com a qualidade dos resultados. Se você entrar no mercado de, digamos, carros ou telefones, você espera que haja uma correlação entre o quanto você paga – você paga mais dinheiro, obtém um carro mais rápido com maior consumo de combustível. Esse não é o caso nos cuidados de saúde. Você tem uma chance igual de ir a um médico de alto custo ou a um médico de baixo custo e obter o mesmo resultado, a mesma satisfação, o mesmo tipo de taxa de readmissão.

Em um sistema onde todas as redes são amplas, onde os seguros são vendidos em grande parte através de grandes empregadores, onde há um grande incentivo para manter todos na rede, onde não há o tipo de pressão competitiva na cadeia de valor, não há muita razão para desenvolver uma melhor correlação entre custo e resultados, ou mesmo visibilidade de como certas partes do sistema funcionam. Quem vai medi-la nesse nível se a maioria dos provedores for paga com base em taxa por serviço por qualquer coisa que eles façam?” questiona o CEO da Oscar.

Segundo ele, se os membros do Oscar perceberem desde o início que, se precisarem de ajuda, podem ir ao Oscar primeiro, através do aplicativo ou da equipe do Concierge, será possível criar fluxos de dados, ferramentas e métricas certas, para garantir que os médicos sejam responsáveis e que o usuário obtenha o melhor cuidado possível no ponto certo no tempo.

A parceria estratégica levantou algumas dúvidas quanto as intenções da Alphabet, empresa no mundo mais focada em IA no mundo atualmente. Schlosser tranquiliza dizendo que eles são somente investidores financeiros, e não terão acesso aos dados particulares de seus clientes

Oscar também anunciou na terça-feira que Salar Kamangar, antigo executivo do Google e ex-CEO do YouTube, vai se juntar ao conselho.

       
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