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Empresas brasileiras têm maiores gastos com indústria da saúde no mundo

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No Brasil, dois terços do que se gasta com saúde é responsabilidade das empresas com suas políticas de planos de saúde e pagamento de licenças ou afastamentos por doenças. O custo com assistência médica subiu 19% entre 2016 e 2017 – passou de R$ 270,30 para R$ 321,58 por indivíduo por mês – o equivalente a 12,71% da folha de pagamento das empresas, de acordo com pesquisa da ABRH-Brasil (Associação Brasileira de Recursos Humanos) e ASAP (Aliança para Saúde Populacional). Mas, será que essa indústria da saúde está focando no lado certo? Talvez, o foco deveria ser outro: a prevenção por meio da gestão da saúde e não de doenças, pensando sempre na felicidade e no bem-estar dos colaboradores.

Uma pesquisa realizada em 2017 pela empresa de consultoria organizacional e gestão de talentos e carreira Manpower Group destacou que saúde e bem-estar no local de trabalho têm forte influência sobre a motivação, permanência, criatividade e produtividade dos funcionários, propiciando um melhor desempenho financeiro da própria organização. É com o que trabalha o Instituto Feliciência que, como o próprio nome já diz, acredita e promove na transformação cultural de empresas por meio da promoção da felicidade dos colaboradores, com obtenção de ganhos de engajamento, produtividade, inovação, performance e resultados. Com a consultoria da instituição, o Hospital Anchieta em Brasília teve um aumento de 12,5% em seu lucro.

Essa relação entre felicidade e saúde dos colaboradores com os lucros e rendimentos das empresas é corroborada pelo fato de que os países considerados mais prósperos pelo Prosperity Index, levantamento realizado pelo Legatum Institute, são também aqueles que têm pessoas mais saudáveis e felizes. A pesquisa avalia nove categorias: qualidade econômica, ambiente de negócios, governo, liberdade pessoal, segurança, educação, saúde e ambiente natural. Os países que obtêm a melhor pontuação média a partir de cada categoria é considerado o mais próspero pelo ranking. Apesar de ter ficado na 54ª posição no ranking, detectou-se que o Brasil teve uma melhora significativa na saúde e pessoas sentindo-se menos afetadas por preocupações ou tristezas, na última pesquisa realizada e divulgada em 2017.

Startup brasileira oferece solução para prevenção da saúde

Para atuar no cuidado e promoção da saúde, em vez de apenas ter gastos e prejuízos com o “pós doenças”, a tendência é investir na saúde, felicidade e bem-estar dos colaboradores. Como é o caso da startup GoGood que, por meio de uma plataforma online, conecta diversos aplicativos de saúde – como Strava, RunKeeper, HealthKit, wearables, etc – promove a saúde e bem-estar dos colaboradores, estimulando a prática de atividades físicas, alimentação saudável, a melhoria do sono e a redução do estresse. Entre os resultados alcançados pelas empresas está 59% de aumento de engajamento dos colaboradores com a empresa, 30% de melhoria em indicadores de clima organizacional e 122% de crescimento da média de atividades físicas nos colaboradores. “O funcionário que utiliza a plataforma de bem-estar, tende a se sentir cada vez melhor e permanece na empresa. É uma forma de reter talentos. Uma pessoa que cuida da saúde aumenta a produtividade no trabalho e melhora o clima organizacional”, afirma Bruno Rodrigues, CEO da GoGood. Com a adoção da plataforma em sua rotina, a empresa paulista BRQ conseguiu, em seis meses de uso, atingir resultados como a perda de 20 quilos de um dos colaboradores. “Criamos um desafio de equipe este mês, e é impressionante ver como os colaboradores se engajam! Fizemos nossa primeira caminhada coletiva no fim de setembro e foi um sucesso!”, celebra a gerente de Marketing e Endomarketing da BRQ, Lígia Marcondes.

 

       
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