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Empreenda Saúde: o impacto da tecnologia no setor

Com o avanço das tecnologias, hospitais do mundo todo estão transformando os seus processos operacionais, administrativos e assistenciais. O uso de ferramentas digitais e o aumento de projetos de inovação já se tornaram realidade no Brasil e estão impactando diretamente o ambiente hospitalar. Mas, ainda há muito o que avançar, como explica Dr. Luiz Fernando Reis, diretor de ensino e pesquisa do Hospital Sírio-Libanês e membro da comissão julgadora do Prêmio Empreenda Saúde, realizado pela fundação everis. “Temos muito o que aprimorar quando falamos de sistemas de automação para melhorar os processos em que há possibilidade de erro. Quanto maior o nível de informação e automação, maior a qualidade e segurança dessas soluções”, explica.

Segundo Reis, em relação ao futuro da qualidade e eficiência hospitalar, as instituições têm um importante desafio: mudar o conceito de gestão da doença para gestão da saúde. “Os hospitais precisam entender que a prevenção é a melhor saída e que quanto mais dados reunirem dos pacientes, por meio das soluções tecnológicas, maior é a possibilidade de evitar que eles precisem do hospital ou que as internações sejam prolongadas”, ressalta.

Aliado a isso, as soluções de orientações direta ao paciente, como os dispositivos wearable e os aplicativos que se conectam aos smartphones, têm ganhado força no setor da Saúde. “São inovações que impactam a qualidade de vida do paciente, favorecendo a ponta do atendimento: auxiliam a medicina a aprimorar os cuidados e tratamentos”, explica o doutor. As soluções também ajudam os profissionais na criação de ações que promovem a saúde para evitar, mais uma vez, que as pessoas precisem ir a um hospital.

Gestão eficiente

Enxergar a rede de Saúde não apenas como hospitais isolados, mas com todos os aspectos que giram em torno do paciente, é um dos grandes passos a serem dados. “Hoje, os pacientes vão com muita frequência ao pronto socorro, quando a maioria das queixas poderia ser resolvida na atenção primária”, explica Reis. Um dos grandes desafios, segundo ele, é regular a fila dos postos de saúde para que os casos mais simples sejam encaminhados para médicos gerais. “O paciente que tem dor de garganta não precisa estar em um pronto socorro, que tem uma estrutura de alta complexidade”, ressalta.

Assim, tecnologias como a telemedicina – permitida no Brasil para contato entre médicos – e a inteligência artificial se tornam fundamentais para aprimorar a rede de Saúde. “Em cidades muito interioranas, por exemplo, a telemedicina faz a ponte entre profissionais especializados e a UTI local. Isso tem um impacto muito positivo na gestão dessa rede, pois melhora os diagnósticos, leva conhecimento para lugares com poucas condições e agiliza os processos”, explica Reis.

Neste cenário, o empreendedorismo na Saúde cresce e se torna cada vez mais relevante, já que a participação externa, com soluções criadas por empresas que giram em torno desse ambiente, amplia o conhecimento para fora da área do hospital. “Recebemos projetos no Prêmio muito importantes, tanto para a qualidade da eficiência hospitalar, quanto para a assistência ao paciente e à rede de Saúde. Alguns envolvem diagnósticos à distância; outros, soluções ligadas diretamente ao paciente. Hoje, o conceito de excelência já não é mais o mesmo de anos atrás e as tecnologias estão acompanhando tudo isso”.

Essa série de reportagens do Saúde Business sobre inovação em saúde faz parte de uma ação do Prêmio Empreenda Saúde, promovido pela fundação everis em parceria com o Hospital Sírio-Libanês. Inscreva-se aqui até o dia 5 de agosto.

       

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