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Economia Prateada

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Peter Diamandis fez em sua palestra o gancho para o momento Sírio Libanês sobre longevidade e negócios de impacto. “Não existe mercado maior no mundo do que o da longevidade, tenho certeza disso! Queremos fazer dos 100 anos, o novo 60. O interessante é que a todo momento que você está vivo, a ciência está aumentando o seu tempo de vida”

Quem conduziu propriamente o debate da manhã foi Marcel Fukayama, empreendedor social, cofundador da Dínamo e do sistema B Brasil, que busca redefinir sucesso na economia. Layla Vallias, cofundadora do Hype 60+, núcleo de inteligência de marketing especializado no público sênior, e Sergio Serapião, líder do movimento LAB60+, foram os outros participantes do painel.

“Precisamos de uma nova forma de fazer negócios. Vivemos uma grande mudança de cultura empresarial. É uma grande oportunidade de usar a força de mercado para resolver problemas complexos. E, para isso, é necessária uma mudança sistêmica, é importante que entendamos que, de fato, vivemos uma crise, uma falha sistêmica que é crônica e carece de de soluções alternativas para resolvê-la”, iniciou Marcel.

Segundo ele, no ritmo que estamos, temos somente 5% de chance de cumprir o Acordo de Paris, um dos principais contratos sociais já feitos pensando nas próximas gerações. Em 2017, tivemos 66 milhões de pessoas forçadas a deixar as suas casas, por fome, pobreza e questões sociais. E, apesar de milhares de pessoas terem saído da extrema pobreza nas últimas décadas, há uma tendência acelerada de concentração de renda e desigualdade social. Para citar, cinco brasileiros possuem uma riqueza equivalente à metade do Brasil.

Soluções governamentais não são suficientes na opinião do empreendedor. Para cumprir os objetivos de desenvolvimento humanitário seriam necessários, para o mundo, um gasto de 4 trilhões de dólares por ano, ou seja, uma economia americana. A alternativa são soluções de mercado e modelos de negócios disruptivos e inovadores, na busca por uma nova economia mais inclusiva e sustentável. A longevidade é um dos desafios mais presentes no mundo e no Brasil. Até 2030, o país será um dos países mais maduros do mundo, mudando radicalmente a forma de negócios e de interações.

Layla diz que muitas pessoas enxergam somente problemas e custos no mercado da longevidade, mas é um cenário de muitas oportunidades, o oceano prateado. O termo faz referência ao oceano azul da população com cabelos brancos. O Hype60+ atua em três verticais: na construção de melhores produtos, serviços e experiências para o novo idoso, na mobilização para a causa da longevidade e em estudos que mapeiam a economia dos maduros.

Nesse exato momento, enquanto milhões debatem a forma de lidar com os millenials, o planeta envelhece. É certo de que haverá impacto nos negócios, em pouco tempo a velhice será a maior fase da vida de uma pessoa, e isso promete transformar, desde já, a maneira como nos relacionamos. No Brasil, 64% das pessoas acima de 60 anos continuam como provedores, financeiros ou afetivos, da família, mesmo depois de aposentados. Isso representa um movimento de mais de 1 trilhão de reais por ano, uma nova economia dos maduros, que se comparada, em números, já representa a terceira maior economia do mundo.

Se queremos uma sociedade sustentável, temos que transformar nossa visão com os mais velhos. Sergio conta que existe uma diversidade que é muito pouco falada no mercado: a do idoso. “Temos que estar conscientes do tamanho e impacto dessa população. Antes de falar de produto, temos que falar de mudança de cultura. Sem diversidade não há transformação”

Mas como combinar a sociedade civil, empresas e o estado? Ele conta que, em termos práticos, é preciso de um espaço de confiança e integração entre os stakeholders no fomento desse movimento e na captação de recursos para tal. Mais do que longevidade, precisamos falar da quebra de paradigma, de competição por recursos dessa população, para colaboração e reinserção econômica. “A população madura tem uma inteligência emocional e relacional adquirida ao longo dos anos. É uma miopia as pessoas acharem que somente os jovens podem agregar”

Layla dá uma última dica: “Nessa pesquisa que fizemos, descobrimos que com a extensão da vida precisamos de mais dinheiro. Fintechs e negócios que ajudem na gestão financeira e familiar são oportunidades”

       
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