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Echos propõe solução para o sistema de saúde suplementar do Brasil

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Foco nas pessoas e no que é desejável. Esse é um dos pilares da abordagem do Design Thinking e uma das premissas do projeto desenvolvido entre a Echos, laboratório de inovação que utiliza o Design Thinking para propor soluções que transformam realidades e constroem futuros desejáveis, e a Agência Nacional de Saúde (ANS).

Chamado de Check In da Saúde, o sistema apresenta uma solução com foco em desenvolver o caminho para um novo modelo de remuneração, desenhado a partir dos pilares do Design Thinking. Além disso, a proposta visa proporcionar mais transparência, qualidade e um acompanhamento mais próximo aos pacientes por meio de um processo integrado de atendimento. Com uma relação mais colaborativa entre médicos e os demais profissionais envolvidos no processo, o Check In da Saúde promove uma visão mais ampla dos pacientes, uma vez que o sistema pouco cooperativo como é atualmente, gera desperdício de recursos.

Pensada em conjunto entre especialistas e stakeholders de diversos setores da saúde, representantes de classes profissionais, hospitais e planos de saúde, o Design Thinking foi utilizado para desenhar a solução. Por se tratar de um projeto aberto, sua principal missão é servir de inspiração e base para as empresas deste setor.

Entre alguns dos pontos a serem repensados estavam a baixa qualidade assistencial, dificuldade das operadoras de administrar os custos, baixo investimento governamental na formação de mão de obra, além de melhoria no sistema de armazenamento de registros médicos e prontuários eletrônicos.

“Hoje, a forma de remuneração do sistema de saúde suplementar brasileiro funciona através de um único modelo que se chama Fee For Service, ou seja, o médico é remunerado por procedimento e não por performance. Não temos um modelo focado no paciente, na saúde e na evolução da qualidade de vida. Nessa nova proposta, ao final de cada consulta, o usuário avaliará o atendimento recebido e assim conseguirá acompanhar todos os procedimentos e protocolos estabelecidos. Por sua vez, os médicos terão uma remuneração diferenciada, que valoriza os profissionais com os melhores resultados e também de acordo com a evolução de cada paciente”, afirma Mário Rosa, sócio e responsável pela Echos no Brasil.

Durante o processo, o Design Thinking foi utilizado para que o desejável fosse colocado em primeiro plano. Para a inovação acontecer, três pilares são fundamentais: o que é desejável, o que é financeiramente viável e o que é tecnicamente possível. A partir da real necessidade dos pacientes, as demais premissas foram desenvolvidas.

“Por se tratar de um projeto que envolve órgãos governamentais, a implantação não ocorre de forma imediata. Entretanto, durante o processo já pudemos perceber avanços fundamentais para o sucesso do trabalho, principalmente na evolução individual daqueles que estão a frente do projeto. Como consequência imediata os envolvidos já mudaram a forma de pensar as soluções, a dinâmica das reuniões e, consequentemente, a interação entre as pessoas do grupo técnico, que era um espelho do que acontecia no sistema de saúde suplementar”, finaliza o design thinker.

Assim como nesse projeto, o Design Thinking pode ser utilizado para repensar soluções para os mais diversos problemas da sociedade, trazer inovação para empresas que buscam se reinventar ou ainda mudar a percepção das pessoas sobre conceitos e o modo de fazer as coisas.

       
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