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Doenças crônicas impactam negativamente no PIB do país

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Muito além de um problema de saúde pública que atinge diretamente a população, as doenças crônicas também têm um impacto significativo na produtividade e nos custos da gestão de saúde nas empresas. Para se ter uma ideia, a Brazil-US Business Council, organização que se dedica ao fortalecimento das relações econômicas e comerciais entre os Estados Unidos e o Brasil, estima que no país, até 2030, os casos de absenteísmo, presenteísmo e aposentadoria precoce, cuja causa são as doenças crônicas, atinjam perdas de 8,7% do PIB (dados do Sesi).

Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde – parceria entre o Ministério da Saúde e o IBGE – realizada em 2013, 45,1% dos entrevistados reconheceram ter pelo menos uma doença crônica não transmissível, sendo a Região Sul do país a de maior prevalência, com 52,1% dos casos. De acordo com os dados, em primeiro lugar está a hipertensão arterial com 21,4%. Responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal, ela é a causadora de 40% dos casos de aposentadoria precoce e de absenteísmo no trabalho. Por sua vez, a obesidade e o excesso de peso também pesam muito nesta equação. Uma pesquisa do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, apurou que um obeso custa US$ 1,4 mil por ano a mais ao empregador do que uma pessoa com peso normal, sendo que a redução de apenas 10% deste peso é capaz de resultar em ganhos de saúde ao trabalhador e refletir diretamente na produtividade da empresa.

De acordo com Alexandre Berger, médico e CEO do Imtep, um dos líderes no segmento de gestão de saúde empresarial no país, é essencial que as corporações revejam seu modelo de administração nesta área. Segundo ele, o setor de Recursos Humanos das empresas precisa ter conhecimento que 85% dos problemas de saúde podem ser resolvidos por meio de um programa de atenção primária.

“Baseados neste índice da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e em dados comprovados por outras pesquisas do mercado, aconselhamos às empresas a implantação do conceito da Medicina de Família que se baseia na atenção primária à saúde do funcionário. Por meio de um programa denominado de Núcleo de Atenção Primária (NAP), o ambulatório passa a coordenar o cuidado de cada indivíduo, dando prioridade ao vínculo e ao acolhimento, somente encaminhando aos médicos especialistas quando necessário”, afirma.

Os benefícios do programa para os funcionários e para empresa são expressivos no controle do índice de doenças crônicas e na prevenção dos agravos decorrentes delas. “Para se ter uma ideia, dados da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, apontam que este tipo de sistema similar pode trazer um índice de resolutividade de até 90% dos casos. Desta forma, previne-se a doença com diversas ações antes da instalação de cronicidade. Além disto, estima-se uma redução de 25% dos custos médios com saúde, 30% de redução no absenteísmo e 46% de redução da sinistralidade. Os ganhos para o setor de Recursos Humanos e Financeiro da empresa são tremendos. Além de promover diretamente o aumento do bem-estar dos funcionários, o impacto na redução dos custos com saúde das empresas é significativo”, finaliza Berger.

       
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