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Distorções provocadas por planos e convênios geram um prejuízo de quase R$ 0,5 bilhão aos distribuidores e importadores de produtos para a saúde

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O presidente da Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde – ABRAIDI, Sérgio Rocha, os diretores Técnico, Sérgio Madeira, e Executivo, Bruno Bezerra, entregaram, nesta sexta (13/07), dados sobre a retenção de faturamento e glosas, ambas praticadas por planos de saúde, para a Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS. Eles tiveram um encontro com os diretores da ANS de Desenvolvimento Setorial, Rodrigo Rodrigues de Aguiar, e de Normas e Habilitação de Produtos, Simone Sanches Freire. Os dados da pesquisa “O ciclo de fornecimento de produtos para a saúde no Brasil” também foram entregues, recentemente, à presidente da FenaSaúde, Solange Mendes, que se disse surpresa com os números.

Segundo levantamento da Associação, R$ 331 milhões foram retidos por convênios, planos de saúde e seguradoras e outros R$ 100,8 milhões foram glosados, no último ano, embora tivessem sido previamente autorizados. As distorções constatadas atingiram 87% dos associados pesquisados. “Existe uma glosa linear de cerca de 20%, sem qualquer critério, apenas para postergar os pagamentos”, diz o presidente da ABRAIDI, Sérgio Rocha.

A retenção de faturamento é quando uma fonte pagadora, após a realização de uma cirurgia também previamente autorizada, não permite o faturamento dos produtos consumidos, postergando assim o pagamento. Pela pesquisa, convênios, planos de saúde e seguradoras demoraram, em média, 68 dias para autorizar o faturamento. “Somente depois do faturamento autorizado é que correm os 90 dias para pagamento. Em 29% dos casos, o distribuidor de produtos para a saúde demorou 180 dias para receber de convênios, planos de saúde e seguradoras”, lembra Sérgio Rocha, citando a pesquisa realizada pela Associação, ao longo do ano passado e tabulada em 2018.

“Não queremos confronto, mas precisamos de uma solução definitiva. Essas distorções provocam um verdadeiro ‘cabo de guerra’, entre os players do setor. Não dá mais para seguir assim. O objetivo do levantamento é traçar um raio-x do segmento, jogar luz no problema e, juntos, encontrarmos uma solução comum”, defendeu o presidente da ABRAIDI, Sérgio Rocha, durante a reunião.

       
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