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Da teoria à prática: foco é melhoria contínua em qualidade e segurança do paciente

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III Simpósio Internacional de Qualidade e Segurança do Paciente, realizado pelo IBSP, reuniu relevante time de especialistas em três dias de evento, em São Paulo

O Centro Fecomercio de Eventos, em São Paulo, foi palco do III Simpósio Internacional de Qualidade e Segurança do Paciente entre os dias 25 e 27 de abril de 2018, reunindo cinco palestrantes internacionais e personalidades nacionais, além das 200 pessoas nos workshops pré-evento e 500 pessoas nos dois dias de congresso. Entre os congressistas e os speakers, havia representantes de cinco países e 19 Estados brasileiros.

“Em três anos quintuplicamos o número de presentes. Pessoas que, assim como nós do IBSP, querem a melhoria contínua da qualidade e da segurança do paciente”, diz o Dr. José Branco, fundador e diretor executivo do instituto. “É impressionante termos 500 pessoas reunidas discutindo segurança do paciente”, disse Charles Vincent, psicólogo especializado em segurança do paciente e professor emérito de Pesquisa em Segurança Clínica do Imperial College, de Londres. “O desafio no Brasil é o mesmo que na Inglaterra ou em qualquer lugar do mundo: transpor o assunto de um pequeno número de entusiastas para todas as esferas”, completou Vincent.

O conteúdo apresentado neste simpósio foi de cunho científico. “Nosso objetivo é apresentar temas que possam ajudar a melhorar a qualidade da assistência à saúde no Brasil”, falou Karina Pires, diretora de operações do IBSP. “Neste ano, destaco as palestras de Charles Vincent, um dos maiores especialistas em segurança do paciente no mundo”, complementou o Dr. Lucas Zambon, diretor científico do IBSP. “A abordagem dos temas foi bastante instigante com palestrantes de altíssimo nível, que nos levam a refletir quais conhecimentos podemos usar em nossa jornada diária e, assim, melhorar qualidade e a segurança da assistência ao nosso paciente”, declarou a congressista e enfermeira Rosa Tieko Tashima.

Para o Dr. Renato Vieira, gerente médico corporativo na Beneficência Portuguesa de São Paulo, o Simpósio do IBSP apresenta sempre conteúdo relevante que pode ser levado da teoria à prática. “No ano passado, as palestras do René Amalberti romperam os paradigmas de análise de eventos adversos. Após suas apresentações em 2017, passamos a focar na profundidade das análises e não mais na quantidade”, diz.

Confira, a seguir, os dez principais destaques do evento.

1. Workshops motivadores 
O pré-evento deste ano ganhou corpo em relação à edição de 2017, já que houve seis workshops, três pela manhã e mais três na parte da tarde do dia 25 de abril, sendo dois deles patrocinados por marcas.

As práticas sobre “O Poder do Engajamento”, comandadas por Mahen Hoolash, diretor de excelência operacional e gestão de mudanças em clientes na área da saúde da GE Healthcare, foram experiências motivadoras, pois contaram com participação ativa dos participantes.

Entre os destaques, podemos citar ainda o workshop de Ayse Gurses, professora associada da Johns Hopkins University e diretora do Armstrong Institute Center for Health Care Human Factors, nos Estados Unidos, sobre o “Uso de Engenharia do Fator Humano para Segurança do Paciente”.  Já a enfermeira Jan Compton foi responsável pelo workshop em que abordou a relevância de uma cultura de segurança do paciente e como alcançar este objetivo na prática.

A MSD e a Elsevier promoveram workshops exclusivos para convidados. A MSD trouxe ao Brasil o farmacêutico do Reino Unido Mark Gilchrist para falar ao lado da infectologista brasileira Sylvia Lemos Hinrichsen sobre como implementar um Programa de Antimicrobial Stewardship. Já a Elsevier abordou o uso da informação e tecnologia como aliadas na melhoria da qualidade e segurança do paciente, trazendo o enfermeiro Robert Nieves para comandar a aula.

2. Paralelo entre relacionamentos e sistema de saúde
As boas-vindas foram dadas pelo médico infectologista José Branco, fundador do IBSP, que traçou um paralelo entre o casamento e a saúde. “O sistema de saúde é tão complexo quanto os relacionamentos amorosos. Queremos oferecer o melhor, mas nos deparamos com complexidade, baixa confiabilidade e dificuldade de aprender com os erros. Tudo é uma questão cultural”, disse o médico.

“Em meu discurso na cerimônia de abertura compartilhei uma frase que me motiva diariamente a continuar buscando ferramentas e alternativas para melhorar o sistema de saúde do nosso País: ‘Se percebemos que a vida realmente tem um sentido, percebemos também que somo úteis uns aos outros. Ser um ser humano é trabalhar por algo além de si mesmo’. Foi dito por Viktor Frankl, médico psiquiatra austríaco, fundador da escola da logoterapia, que explora o sentido existencial do indivíduo e a dimensão espiritual da existência”, diz Dr. Branco.

3. Palestra de Charles Vincent sobre atenção domiciliar
Pela primeira vez no Brasil, Charles Vincent realizou na manhã do dia 26 de abril a palestra de abertura do evento. Ele abordou segurança do paciente na atenção domiciliar. “Há vários benefícios do homecare para o paciente, como maior autonomia e dignidade. Só que esses pacientes e seus familiares passam a atuar como profissionais de saúde, estando sujeitos a cometer erros de medicação e a ter que controlar a dor, por exemplo”, disse Charles Vincent. Segundo o psicólogo, os eventos adversos acometem em torno de 13% dos pacientes em atenção domiciliar, com quedas, delírio, erro de medicação, infecção e até sepse. “Um dos grandes desafios do homecare é treinar a capacitar os cuidadores”, comentou.

4. A voz da enfermagem
Jan Compton, enfermeira da Baylor Scott & White Health, nos Estados Unidos, foi uma das keynotes speakers internacionais. Ela comandou duas palestras, uma em cada dia de evento, em que abordou um tema de interesse para a gestão das instituições de saúde: o papel para a mensuração e produção de relatórios em segurança do paciente, trazendo exemplos dos métodos utilizados pela Baylor na mensuração e no reporte de eventos no contexto da segurança do paciente. Durante a segunda palestra, a enfermeira apresentou os métodos para a promoção de um cuidado seguro. “Mantemos sempre o paciente no centro do nosso cuidado. Focados em um bom desfecho clínico, é preciso saber o que fazer para melhorar”, comentou Jan.

5.  Fator humano em destaque
O conteúdo apresentado por Ayse Gurses, professora associada da Johns Hopkins University e diretora do Armstrong Institute Center for Health Care Human Factors, nos Estados Unidos, foi muito elogiado pelos congressistas. “Meu objetivo foi mostrar como melhorar a qualidade e a segurança do paciente nas transições de cuidado através da abordagem da engenharia do fator humano”, disse Ayse.  “Além disso, tive imenso prazer em apresentar minha contribuição sobre como praticar medicina baseada em evidência de forma mais consistente, através da abordagem da engenharia do fator humano”.

6. Cases de tecnologia e aprendizados institucionais
Além das palestras com os speakers internacionais, foram apresentados os cases de tecnologia pela Epimed Solutions e pela GE Healthcare para América Latina. Sobre os aprendizados institucionais, destaque para as palestras e debates de Priscila Rosseto, da Americas Serviços Médicos, e Fernando Paragó, da Pró-Saúde.

7. Debate sobre Antimicrobial Stewardship
Um tema de suma importância para todas as áreas da saúde é a resistência microbiana. Para discutir o tema, o farmacêutico Mark Gilchrist, do Reino Unido, e a infectologista brasileira, consultora do IBSP, Dra. Sylvia Hinrichsen promoveram um debate interativo com a plateia.

8. Relacionamento em alta
Foram mais de 500 pessoas circulando em três dias de evento, além da presença de patrocinadores, apoiadores e equipes organizacional e de apoio. “Uma oportunidade importante de networking entre as diversas áreas da saúde”, ressaltou Paulo Oliveira, farmacêutico e consultor de projetos do IBSP. Houve representantes de Londres, Estados Unidos, Portugal, Chile e Ilhas Maurício, além de congressistas das cinco regiões do território nacional, com 19 Estados e o Distrito Federal. “Presenças inéditas que apresentaram suas experiências e promoveram uma riquíssima troca nesses três dias de evento”, comentou o Dr. José Branco.

9. Tecnologia digital com projeção multitelas 
Em 2018, o IBSP utilizou a tecnologia digital projeção multitelas para o fundo de palco do III Simpósio. “Trata-se de uma tecnologia absolutamente moderna, já usada em grandes eventos no Brasil e, principalmente, no exterior. Com isso, tornamos o palco mais dinâmico e com conteúdo informativo sobre a palestra em andamento”, comentou Karina Pires, diretora de operações do IBSP.  A comunicação digital também foi usada na porta das salas dos workshops, em que telas de TV informaram a prática em andamento.

10. Foto lembrança
A área de relacionamento contou com diversos estandes de marcas patrocinadoras e apoiadores, como ONA, Sanofi, MSD, Elsevier, BioMedical, IBES, revista HealthCare Management e Epimed, além do espaço do IBSP, que contou com totens com iPads com uma pesquisa sobre quais são os assuntos de interesse na área de segurança e um mini estúdio profissional, em que o congressista era fotografado e recebia a lembrança por e-mail.

       
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