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Big Data e Analytics exigem mudança de mentalidade

Em 2018, o mercado de Big Data e Analytics vai atingir US$ 48,3 bilhões e será comandado, principalmente, pelo setor de Saúde. É o que aponta um estudo da consultoria ResearchFox. Isso porque as tecnologias permitem insights em tempo real da performance financeira e dos cuidados com os pacientes, além de proporcionar um melhor entendimento da gestão de Saúde populacional e do comportamento dos paciente.

As tecnologias ganham força no ambiente hospitalar, pois há dados estruturados vindo de todos os lugares, como dos sistemas de gestão hospitalar (ERP, ou Enterprise Resource Planning), do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), dos equipamentos médicos e da checagem à beira-leito – para citar alguns. Além disso, há informações desestruturadas, que vêm das mais variadas fontes, como redes sociais, aplicativos móveis e wearable devices, ou dispositivos vestíveis.

Com cada vez mais informações, a Saúde do futuro vai exigir maior organização e capacidade de análise desses dados. A expectativa é que, juntas, as tecnologias de Big Data e Analytics sejam um marco de transformação do segmento, já que são capazes de centralizar, entender e permitir a tomada de decisões mais assertivas, tanto do corpo clínico, quanto da parte administrativa. Mas, para que as tecnologias funcionem bem e alcancem os resultados esperados, alguns cuidados em termos de gestão devem ser tomados.

O primeiro passo é a mudança de mindset. A migração para um ambiente digital demanda, além da adesão de ferramentas, mudança de mentalidade. É preciso investir em ações de conscientização sobre a importância da análise do Big Data e Analytics. Não se trata apenas de armazenar por armazenar, mas sim, de coletar dados importantes para a assistência: para diagnosticar e tratar enfermidades com mais precisão e segurança. Da mesma maneira, é preciso trabalhar o engajamento do paciente: se as pessoas que vão usá-las não estiverem engajadas, se não entenderem que precisam passar as informações – não  apenas como controle, mas como prevenção-, não há como ter retorno. É essencial mostrar aos pacientes que eles poderão, por exemplo, ter acesso digital a todas as suas informações clínicas, independentemente de onde estiverem, o que os dá mais autonomia sobre seu bem-estar.

Outro ponto importante é investir no preparo técnico. Os profissionais de Saúde – médicos e enfermeiros – devem aprender a usar as tecnologias. Para isso, a instituição deve investir em treinamentos que expliquem como as soluções funcionam, que dados devem ser armazenados, como o registro deve ser feito e de que maneira coletar essas informações. Mas, isso deve acontecer sempre, não apenas no início do projeto. Apenas dessa maneira é possível se beneficiar de todas as funcionalidades das tecnologias.

 

       

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