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Afinal, com a tecnologia, qual o futuro do trabalho?

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O avanço tecnológico é discussão corriqueira e seu impacto sobre o futuro do trabalho e as perspectivas de emprego é cada vez mais estudado. É normal ver manchetes como “A tecnologia vai tirar 7 milhões de empregos até 2021”“A tecnologia também vai criar novos empregos”“Automação ameaça 800 milhões de empregos” e “Ao longo de 140 anos, a tecnologia criou mais empregos que destruiu“. Com isso, tomar decisões sobre profissões, futuro e negócios se torna mais difícil e é preciso pensar além para conseguir trazer à realidade os reais impactos da adoção tecnológica.

Conversei com um dos palestrantes do Saúde Business Fórum. Scott Hartley é investidor na Metamorphic Ventures e autor do best-seller The Fuzzy and the Techie. Já ganhou diversos prêmios por sua atuação como Keynote Speaker pela Fortune e como autor de destaque pela Financial Times, por exemplo.

Antes de atuar como investidor, trabalhou no Google, no Facebook e em Harvard, é autor de publicações do MIT e tem formação em Stanford e Columbia. Além de tudo, já terminou 6 maratonas, participou do Iron Man e visitou mais de 70 países. Todo o histórico de Scott é subsídio para discutir um tema que estamos falando já há algum tempo e que vai ser definitivo para a Live Healthcare em 2017: o Futuro do Trabalho.

Repensar a interação entre ciências humanas e tecnologia é imprescindível para começarmos a desenvolver os negócios e sistemas do futuro, onde automação vai ter um impacto importante, mas, mais que isso, as profissões e a ideia de trabalho serão redefinidas.

Para se ter uma ideia do impacto do tópico, no final de 2016, o professor Geoffrey Hinton, que trabalha no Google e na Universidade de Toronto, papa das redes neurais artificiais, disse que é “bem óbvio que devemos parar de treinar radiologistas” devido à qualidade das ferramentas e sistemas de Inteligência Artificial que temos visto e suas aplicações na área. No entanto, reduzir o trabalho do radiologista a identificar padrões e analisar imagens acaba por mascarar a realidade e superestimar os benefícios da tecnologia a curto e médio prazo.

Para Scott, nós tendemos a superestimar a tecnologia ou o progresso a curto prazo e a subestimar em longo prazo. Por isso, nós caímos nos ciclos de “hype” tecnológico e perdemos a visão do que a tecnologia realmente pode nos trazer.

Ao pensarmos nas pessoas que precisaremos nas nossas organizações do futuro, é importante que as pessoas sejam propensas à adoção tecnológica, mas o determinante está nas habilidades interpessoais, nas conhecidas soft skills.

Scott escreveu o livro para discutir a interação entre as áreas humanas e a tecnologia. Estudando em Stanford, ouvia constantemente a pergunta: “Você é mais um fuzzie ou mais um techie?”, ou seja, se aplicava mais a matérias humanas e artísticas, como filosofia e antropologia, ou a disciplinas mais técnicas, como engenharia e tecnologia da informação. E se dedicou a pensar nisso não como uma dicotomia, mas como uma colaboração entre pessoas. Na sua experiência,  viu sucesso nas organizações em que trabalhou vindo de times que não necessariamente tinham o perfil tradicional das equipes.

Ele falou sobre um experimento do Capital One, uma empresa financeira americana, que, na busca de candidatos para as áreas de tecnologia da informação da companhia, decidiu procurar por pessoas de outras áreas, pela paixão e habilidade de aprender novos tópicos, e ensiná-las a programar. Na experiência da companhia, esse time não só atingiu as expectativas, como soube lidar com os problemas da organização de forma diferente.

A premissa do livro do Scott é que nós costumamos focar tanto na tecnologia que esquecemos que precisamos de pessoas que façam as perguntas certas para os dados, que saibam organizá-los, retirar deles o que é mais importante e, por último, focar no problema que estamos tentando resolver.

As habilidades mais importantes têm a ver com colaboração, comunicação e empatia para lidar com as pessoas e seus problemas. “As máquinas vão cumprir as tarefas mais automáticas ou passíveis de serem roteirizadas, mas a gente precisa focar em um nível mais alto, mais importante”, diz ele.

E a discussão de colaboração entre as habilidades tecnológicas e humanas pode ser corroborada com exemplos de startups de saúde de sucesso nos Estados Unidos – e no restante do mundo. Nos dois exemplos abaixo, os fundadores vieram de áreas bem distantes da medicina e da tecnologia e encontraram soluções inovadoras para problemas de saúde.

  1. Omada Health: Sean Duffy, focado em design de comportamento humano, criou a Omada Health para auxiliar pessoas a na busca por estilos de vida mais saudáveis para redução de diabetes tipo 2. Hoje, a empresa já lida com outras doenças crônicas e usa conhecimentos de medicina, tecnologia e psicologia para alcançar os resultados buscados.
  2. Eligible: A fundadora da empresa, Katelyn Gleason é formada em artes cênicas e não estudou tecnologia ou saúde, mas focou em problemas que viu serem recorrentes em consultórios de provedores de saúde. A empresa construiu um API para auxiliar a integração de dados entre provedores e pagadores (em horas, não anos, segundo ela).

Scott estará conosco no Saúde Business Fórum, de 31 de maio a 03 de junho, na volta do Fórum à Ilha de Comandatuba. Além dele, divulgaremos os outros speakers confirmados em seguida!

 

       
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