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Uma forma de melhorar a qualidade foi investir em recursos próprios

By 21 de junho de 2018 Mercado

“A função da Unimed do Brasil é orientar e fornecer diretrizes para que o sistema consiga caminhar, não existe uma imposição”, explicou Dr. Orlando Fittipaldi Junior, Diretor de Gestão de Saúde da Unimed do Brasil, logo no início da nossa conversa, explicando como funciona a estrutura da Unimed.

Ele conta que cabe à Unimed do Brasil alinhar, apoiar e incentivar iniciativas que contribuam para garantir a qualidade do atendimento prestado aos clientes das operadoras Unimed, assim como a sustentabilidade operacional destas cooperativas. E, quando necessário, apoio na adequação do planejamento econômico e financeiro das operadoras, respeitando a autonomia administrativa de cada uma delas.

Recentemente a empresa teve destaque por seu índice de qualidade e reconhecimento de marca entre a população, em pesquisa do INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial). Orlando diz que o modelo de negócio cooperativista é um diferencial nesse sentido, pois permite o constante investimento em infraestrutura e uma administração bastante assertiva devido à grande capilaridade do Sistema, presente em 84% do território nacional, e a autonomia das cooperativas.

“Uma outra forma de melhorar a qualidade foi investir em recursos próprios. Nós descobrimos que muitas vezes, quando se utilizavam recursos terceirizados, o atendimento não era tão bom porque você estava concorrendo com outras operadoras e isso acabava impactando na qualidade do atendimento, na percepção do cliente. Então começamos a pensar na verticalização, cada singular começou por conta própria fazer as suas estruturas, e isso ajudou a melhorar a percepção de qualidade no atendimento”, disse Orlando.

Os Recursos Próprios do Sistema Unimed contemplam hospitais, laboratórios e clínicas. Em cerca de 10 anos, observou-se um crescimento em média de 180% na modalidade. Outra iniciativa é o projeto Jeito de Cuidar Unimed, um modelo de gestão focado no cliente em prol da medicina de excelência para os seus 18 milhões de beneficiários.

O executivo brinca que não existe fórmula mágica na saúde baseada em valor em relação à qualidade assistencial, experiência do usuário e custo. “Vamos imaginar que eu tenha um paciente, que foi em um hospital X, ficou 5 dias internado e a conta custou 10 mil reais. E eu tenho o mesmo paciente, internado no hospital Y, que ficou 3 dias internado e a custou 11 mil reais. O que foi melhor¿ É difícil dizer…”

O futuro, acredita ele, não só das Unimeds mas do setor em geral, é o atendimento integral da saúde. “A ideia não é deixar o custo puramente mais barato, mas sim que a qualidade seja melhor.” Com esse atendimento, o médico generalista fica responsável por analisar os casos e verificar a real necessidade de um especialista. Orlando diz que entre 10% a 20% dos casos precisarão de encaminhamento. Há um cálculo de cerca de 2,5mil clientes para cada “médico de família”

Na Unimed, este modelo é traduzido na Atenção Integral à Saúde (AIS), um modelo assistencial baseado no conceito da Atenção Primária e que preza o cuidado coordenado para as diversas necessidades de cada indivíduo, de forma personalizada, considerando histórico familiar, comunitário e regional do usuário. Como processo, boas práticas são compartilhadas na rede. O AIS, por exemplo, é uma iniciativa da Unimed Brasil – hoje já adotada em cerca de 55 singulares. A expectativa é de que, até 2021, o programa atinja 80% das 300 cooperativas.

Por fim, Orlando conta que existem planos para um Registro Eletrônico de Saúde (RES) interoperável entre as cooperativas, mas existem desafios em relação à segurança de dados de unificação dos diversos sistemas, que nem sempre são equivalentes, utilizados em cada singular. Assim que completo, será possível, através dos dados, realizar um gerenciamento populacional e implantar políticas de saúde

Fernanda Fortuna

About Fernanda Fortuna

Engenheira Biomédica pela Universidade Federal do ABC, Fernanda passou um ano na Escócia estudando Engenharia Mecânica. Após retornar ao Brasil, emprendeu na área de robótica e reabilitação. Apaixonada por tecnologia e saúde, hoje atua na curadoria de conteúdo para os eventos Saúde Business Fórum, Hospitalar e Healthcare Innovation Show.

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