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Transparência de preços já é uma tendência

By 20 de outubro de 2014 Mercado

O custo de saúde aumentou três vezes mais que os salários na última década. Como em qualquer outro mercado, os preços para procedimentos médicos variam muito entre os provedores. Mas, diferente do que se vê nos outros setores, é difícil mensurar quanto realmente um procedimento custa ou deveria custar e trazer esses valores para o lado de transformar a saúde em um serviço mais acessível para todos.

A Healthcare Financial Management Association criou uma força-tarefa para levar transparência de preços para os hospitais, médicos, empresas e pacientes. A iniciativa prevê a criação de um guideline para orientar provedores e pacientes sobre o assunto e pretende atingir todos os estados dos Estados Unidos.

Junto com essa iniciativa, a George Washington University criou uma lista das 14 organizações mais influentes na questão e pretende ser um porta-voz da transparência de preços em saúde. Eles notaram que essa transparência é um dos pontos mais importantes para o controle dos custos em saúde a longo prazo e, talvez, essencial para a estabilidade fiscal dos Estados Unidos.

Dentre as organizações, a GW University listou a American Board of Internal Medicine e sua iniciativa “Choosing Wisely”; a Castlight Health; a Catalyst for Payment Reform; a FAIR Health, uma iniciativa do estado de Nova York; e o Healthcare Bluebook.

Segundo nota da Universidade, “algumas das organizações criam recursos que ajudam provedores a ter uma discussão aberta sobre preços com seus pacientes. Alguns educam o paciente em termos da extrea variação de preços e os ajudam a comparar preços antes de decidir por um tratamento. Outros são dedicados a garantir que o dado – uma vez que está transparente – seja acessível, contextualizado e compreensível.”

A verdade é que há muitos fatores que contribuem para a variação de preços e alguns locais, como New York City, têm custos de operação mais caros que outros. Algumas vezes, o mesmo procedimento médico pode ser conduzido de uma maneira mais inovadora, com novos e mais modernos aparelhos ou até remédios mais caros. Outra razão é de reputação hospitalar e profissional. Alguns hospitais cobram mais caro, já que têm uma “marca” mais forte e essa marca pode ou não vir com uma maior qualidade no atendimento.

O que toda essa iniciativa tenta é transformar números que, aparentemente são aleatórios, em algo que faça sentido para o paciente e possa ser uma ferramenta importante para auxílio a decisão.

A lista completa pode ser verificada aqui.

Nathalia Nunes

About Nathalia Nunes

Fonoaudióloga formada pela FMUSP, com MBA em Economia e Gestão em Saúde na UNIFESP e apaixonada por comunicação, negócios e tecnologia em saúde. Na Live, trabalho com Marketing, Pesquisa e Conteúdo, tanto na produção de materiais editoriais e de pesquisa, quanto na difusão de temas e ações relacionados a negócios em saúde.

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