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Tendências para o mercado de saúde no Brasil

By 12 de fevereiro de 2014 Mercado

Nos últimos anos, o setor de saúde brasileiro passou por várias mudanças. Além da consolidação do número de players, mudanças significativas de market share entre as diversas empresas do segmento aconteceram. O exemplo mais recente, apenas em se tratando de seguros, foi a aquisição da Amil pela gigante americana United Health.

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No segmento de laboratórios de diagnóstico e análises clínicas, o DASA, maior empresa do segmento, é o resultado de várias aquisições tipo roll-up implementada desde sua abertura de capital na Bolsa de Valores, em 2004. Ainda nesse segmento, o Laboratório Fleury, outro gigante da indústria, atualmente à venda, vem instigando a cobiça de todo tipo de investidores, tais como fundos de private equity e players estratégicos, tanto nacionais quanto internacionais.

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Ao que tudo indica, essa onda de consolidação também terá reflexos no segmento hospitalar. Deverá ser um instrumento bastante utilizado, uma vez que, por exemplo, essas instituições busquem obter economias de escala, no intuito de resistir, previamente, às potenciais quedas de faturamento provenientes de mudanças na indústria e em seus cenários micro e macroeconômicos.

Nessa linha, um dos players mais ativos é a Rede D’or de hospitais, parceira do Banco BTG, que faz aquisições nesse segmento desde 2010. As sinergias resultantes da fusão ou aquisição no setor de saúde, além dos benefícios óbvios advindos da eliminação de redundâncias tanto operacionais quanto administrativas, seja nos departamentos, nos produtos ou nos serviços, possibilitam que a nova entidade ou novo hospital musculatura para aproveitar, ainda, outros quatro fatores determinantes.

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 O primeiro deles é a economia de escala. Ao considerar que, por exemplo, o novo hospital possuirá várias instalações e será capaz de oferecer diferentes tipos de serviço aos segurados e pacientes, ele terá maior poder de negociação junto às companhias seguradoras, em busca de melhores taxas e formas de recebimento. Dessa forma, poderá aumentar suas margens de lucro e obterá uma vantagem competitiva significativa frente a seus concorrentes.

A economia de escala também será refletida na área de suprimentos, uma vez que a entidade deverá desfrutar de descontos e condições de pagamento mais atraentes, por conta do aumento no volume dos pedidos de compra. O recrutamento de colaboradores e médicos é o segundo fator. O processo terá maior êxito, pois esses profissionais estarão mais dispostos à trabalhar em uma instituição maior, mais bem equipada, e que provavelmente oferecerá melhores condições de trabalho com remunerações mais atraentes. Eles também desfrutarão de benefícios mais relevantes, os quais a entidade resultante poderá oferecer em virtude de seu novo porte. O fator financeiro é outro determinante.

O acesso ao capital é uma das principais razões pelas quais os hospitais menores são adquiridos. Instituições que, historicamente, se esforçavam para levantar apenas financiamentos bancários podem agora utilizar a alavancagem, instrumento que apenas uma instituição mais robusta é capaz de acessar através do mercado de capitais. Novamente, é válido citar como exemplo recente a Rede D’or, que vendeu os edifícios onde funcionam seus hospitais para o fundo imobiliário canadense NorthWest.

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Essa engenharia financeira, conhecida como desmobilização, permite que a rede concentre seu capital totalmente na operação hospitalar, bem como nas novas possíveis aquisições. Mais além, o acesso ao capital com custo competitivo também possibilita que a nova entidade implemente reformas e expansões que permitirão ao hospital gerar e manter sua vantagem competitiva vis-à-vis seus concorrentes.

A profissionalização é o quarto fator determinante. Historicamente, no Brasil, médicos se uniam no intuito de construir novos hospitais. Atualmente, muitas dessas instituições cresceram e se tornaram significativas em tamanho, com a conquista de notoriedade em seus campos de atuação e de pesquisa. Do ponto de vista administrativo, entretanto, essas mesmas instituições se tornaram engessadas, uma vez que diversos acionistas atuam na gestão do negócio. Esse fato ficou ainda mais evidente na medida em que as gerações posteriores de acionistas também vieram a participar da gestão.

Hoje, muitas dessas instituições acreditam que a venda para cadeias hospitalares profissionais seja a solução de seus problemas de gestão.

* Benjamin Yung e Victor Yung são especialistas no segmento de reestruturação financeira e diretores da consultoria Estratégias Empresariais

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