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Summit Internacional Americas destaca a importância do trabalho com colegas de outros países

By 24 de julho de 2020 Mercado

Medicina baseada em poucas evidências durante a pandemia é tema de discussão em evento virtual aberto e gratuito do Americas Serviços Médicos

O que acontece quando a Medicina baseada em evidências não tem evidências suficientes para diagnóstico, tratamento ou imunização da população? O intercâmbio de informações com países como China, Itália e Espanha e diferentes formas de tratamento e processos clínicos foram essenciais durante a pandemia. “Aprendemos muito em discussão de casos com colegas de fora e dentro do Brasil além da visibilidade nacional por sermos um grande grupo com 18 hospitais, com os quais pudemos nos organizar e compartilhar a gestão de recursos, suprimentos e logística. Tudo orquestrado”, diz Dr. Fernando Colombari, Diretor de Prática Médica do Americas Serviços Médicos. Todos estes assuntos fizeram parte dos aprendizados que o grupo de hospitais, que inclui o Samaritano Paulista (SP), Samaritano Barra (RJ), Vitória Barra (RJ), entre outros, teve com a Covid-19 e que apresentou, debateu e compartilhou entre médicos e diversos convidados nesta quinta-feira (23), no Summit Internacional Americas.

Em março, o início da pandemia no Brasil foi balizado por observar e aprender com a experiência de unidades de saúde e profissionais que já estavam em um estágio mais adiantado do cenário da Covid-19. Este intercâmbio de informação entre médicos e hospitais de fora e de dentro do país ajudou a preencher as lacunas de uma doença sem literatura de suporte. O intercâmbio permitiu uma visão geral e organizada dos picos da doença em cada região.

“Foi um diferencial da nossa atuação nessa pandemia. Realizamos encontros regulares com todos os serviços de UTI de todos os hospitais do Americas Serviços Médicos, os huddles de UTI diários, inicialmente, e agora já com intervalos maiores”, salienta Colombari. A onda da pandemia não aconteceu em todos os lugares ao mesmo tempo, o que permitiu a mobilização de equipamentos, EPI’s, respiradores, álcool gel, dentre outros itens conforme a necessidade de cada hospital. “Houve também um planejamento escalonado de abertura de leitos de UTI e uma visão centralizada da necessidade de respiradores. Os equipamentos foram movimentados conforme a demanda dos nossos hospitais. A pressão por demanda não aconteceu no mesmo período em todas as unidades ”, completa.

Em quadros de insuficiência respiratória a lição aprendida foi sobre o momento certo da intubação. “A intubação de forma precoce dos pacientes com queda de oxigenação, em alguns casos, deixou de ser uma prioridade.  Formas não invasivas nos permitiram muitas vezes postergar a intubação e em outras até mesmo evitar este procedimento. Elementos como queda de saturação eram levados em consideração junto a uma análise relacionada à fadiga respiratória, ou seja, ao esforço para respirar”, explica o médico.

Em casos assim, opções como cateter nasal de alto fluxo foram utilizados, assim como a posição ‘prona’ em ventilação espontânea. A prona, posição de barriga para baixo, já era utilizada em UTI para tratamento de pacientes com quadros graves de insuficiência respiratória sob ventilação mecânica e sedados, mas na pandemia foi utilizada também com pacientes acordados. Muitos se recuperaram desta forma sem necessidade de serem submetidos à intubação.

Com a chegada de uma doença nova houve também muita especulação sobre tratamentos medicamentosos. Hospitais de todo o mundo se basearam em publicações e trocas de experiência. Com isso, adoção e suspensão de medicamentos conforme aumentavam as pesquisas. “Neste contexto de uso de medicamentos, fizemos um trabalho de farmacovigilância, ou seja, uma vigilância ativa de efeitos colaterais e de segurança no uso desses medicamentos, em apoio aos nossos médicos”, completa Dr. Fernando Colombari.

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