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Sete desafios de sustentabilidade para a Saúde

By 21 de outubro de 2014 Mercado

Sem diálogo organizado, o Brasil precisa aliar o progresso social ao econômico. A constatação foi consenso entre especialistas ouvidos pela consultoria Ideia Sustentável, que acaba de lançar o terceiro de uma série de quatro estudos da iniciativa NEXT – Observatório de Tendências em Sustentabilidade.

Com o tema “Sete Desafios de Saúde e Sustentabilidade”, a empresa apresenta os desafios de sustentabilidade relacionados ao setor da saúde que abordam desde a responsabilidade individual sobre o bem-estar até os impactos socioambientais e econômicos do setor.
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Os sete desafios mapeados foram Responsabilidade individual; Visão integral da saúde; Meio ambiente como causa e cura de doenças; Saúde como estratégia de sustentabilidade das empresas; Gestão de impactos; Tecnologias mais acessíveis; e Novos produtos e serviços.

Os temas foram definidos em conjunto com a Fundação Espaço ECO®, seguindo dois critérios básicos: a relevância do público-alvo principal (e a sua capacidade de produzir mudanças) e o potencial para gerar transformação em um determinado setor. Neste caso, o fator preponderante é a importância do setor da saúde para a competitividade de uma nação, uma vez que a produtividade depende de cidadãos saudáveis.

Dentre outros apoiadores estão o Instituto Saúde e Sustentabilidade, por meio de seu projeto Virada da Saúde, do Hospital Sírio-Libanês, Unimed, da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV) e da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma).

“Muitas doenças que assolam a população mundial poderiam ser minimizadas com países mais sustentáveis; segundo o Instituto Trata Brasil, numa lista de 200 países, o Brasil é o 112º no ranking em qualidade de saneamento básico.

A falta de um sistema de saneamento adequado gera uma série de doenças na população, como Diarreia, Cólera, Hepatites, Leptospirose, entre outras. Além disso, estima-se que a cada R$ 1,00 gastos com tratamento de esgoto, são economizados R$ 4,00 em saúde pública”, afirma Roberto Araújo, diretor-presidente da Fundação Espaço ECO®, destacando os desafios que tratam das questões ambientais, bem como a importância de ter hábitos saudáveis de alimentação e do investimento em tecnologias que permitam o diagnóstico precoce de doenças.

O estudo traça tendências para o setor e desafios que visam apresentar uma provocação ou meta que, a partir de mudanças de visões e práticas, traz benefícios e impactos positivos para a economia, a sociedade e o planeta.

Uma das tendências apresentados foi o Desafio Zero, que aborda a necessidade da eficiência da gestão da saúde desde a atenção básica até os atendimentos de média e alta complexidade. Entretanto, este aspecto não contou com a validação dos especialistas ouvidos, pois, segundo eles, apesar de relevante na teoria, trata-se de um tema difícil na prática.

Para que essa evolução seja possível, governos, profissionais, sociedade civil, setor farmacêutico e demais atores do sistema devem atuar conjuntamente. Mas, para muitos entrevistados, não existe no Brasil um diálogo organizado na área.

De acordo com o diretor-presidente da Ideia Sustentável, Ricardo Voltolini, surge assim a necessidade de um valor compartilhado, que baseia os sete desafios apresentados.

Segundo ele, esta ideia traz uma nova concepção de sucesso econômico, aquele que aumenta a competitividade ao mesmo tempo em que melhora as condições socioeconômicas das comunidades do entorno. Ou seja, na área da saúde, este valor está relacionado aos resultados atingidos em benefício do paciente.

Paciente este que, segundo o primeiro desafio, deve cuidar de sua própria saúde. As pessoas buscam atualmente o melhor modo como viver e isso depende de suas escolhas. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), se fatores de risco importantes – como tabagismo, alimentação não saudável, inatividade física, estresse, obesidade e consumo de álcool – fossem eliminados por meio de mudanças de hábitos, pelo menos 80% de todas as doenças do coração, dos derrames e dos diabetes do tipo 2 seriam evitadas.

Os demais desafios abordam questões relacionadas ao setor e as empresas de modo geral, principalmente, como elas podem promover um estilo de vida saudável de seus colaboradores, como a área da saúde deve gerir seus impactos socioambientais e ampliar a oferta de inovações à saúde.

Em dezembro o NEXT apresentará seu último estudo que abordará a temática das ferramentas de gestão para a sustentabilidade.

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