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Se necessitar das salas cirúrgicas para tratar pacientes na crise COVID-19, quantas são e onde estão?

By 6 de abril de 2020 Colunas, Mercado

Mapeamento das Salas para Cirurgias no Brasil

Fonte: Geografia Econômica da Saúde no Brasil

Para realizar uma cirurgia é necessária uma sala com os equipamentos minimamente necessários tanto para a realização do procedimento, como para tratar as consequências que ele pode gerar, e como existem procedimentos de maior e menor complexidade e risco, existem vários tipos de salas.

Os vários tipos de salas no CNES são cadastrados classificando em 3 tipos:

·         Sala de Cirurgia Ambulatorial;

·         Sala de Pequena Cirurgia;

·         Sala de Cirurgia.

No mesmo cadastro do CNES estas salas podem estar associadas a um número de leitos:

·         Podem, por opção do serviço. Por exemplo: um serviço que realiza cirurgia cardiológica pode ter leitos de recuperação pós anestésica no centro cirúrgico, ou movimentar o paciente diretamente para UTI sem fazer uso deste tipo de leito;

·         Um serviço ambulatorial pode realizar cirurgias que necessitem de leitos para repouso, e outro realiza procedimentos tão pequenos que não seja necessário.

(*) Todos os gráficos e dados são partes integrantes do Estudo Geografia Econômica da Saúde no Brasil – Edição 2020.

O gráfico demonstra a evolução do volume de salas entre 2017 e 2019:

·         Em 2019 foram contabilizadas 52.042 salas.

O gráfico demonstra a distribuição % em 2019:

·         No início da crise do COVID-19 no Brasil muito se falou em utilizar as salas cirúrgicas, a assim dobrar a oferta de leitos (2019 também contabilizou cerca de 50 mil leitos);

·         Mas o gráfico demonstra que ~56 % das salas cirúrgicas estão em ambiente ambulatorial, e a maioria absoluta delas não tem infraestrutura para manutenção da vida;

·         Mesmo em se tratando dos 43,3 % das salas cirúrgicas não ambulatoriais, não é real que todas possuam equipamentos que minimamente se equiparam aos de uma UTI para manutenção da vida – dependendo da especialidade do serviço, as salas possuem apenas os equipamentos necessários para movimentar o paciente para a UTI, caso seja necessário.

Este gráfico demonstra a evolução da quantidade de leitos destas salas entre 2017 e 2019:

·         Em 2019 o número total de leitos contabilizado foi 8.260;

·         Este número, muito menor que o número de salas, já permite avaliar que a maioria das salas acaba realizando procedimentos de menor risco.

Este gráfico demonstra a distribuição dos leitos por tipo de sala:

·         Ele reforça a conclusão, demonstrando que existem proporcionalmente menos leitos associados às salas de cirurgia que realizam pequenos procedimentos e cirurgias ambulatoriais.

Este gráfico demonstra a evolução % do volume de salas entre 2017 e 2019, e está associado a 2 tendências:

·         Houve crescimento em todos os tipos, e em se tratando de um recurso caro, o menor índice (4 %) em 2 anos não pode ser considerado um crescimento pequeno. Mas comparado com a maioria dos indicadores do segmento da saúde é dos menores índices tabulados;

·         O segmento investe cada vez mais proporcionalmente em cirurgia ambulatorial. Primeiro porque as técnicas vão evoluindo e necessitando de menor tecnologia pós procedimento, e segundo para evitar utilizar estruturas caras para realizar procedimentos de menor complexidade.

Estes gráficos demonstram a distribuição das salas pelas UFs, por milhão de habitantes:

·         Uma vez se tratar de um recurso muito caro, e de um índice Per Capita, chama a atenção as grandes variações que existem … 3, 4, 5 vezes;

·         Mesmo considerando que não existem condições técnicas compatíveis (mão de obra disponível, insumos, logística …), se considerar que a maioria dos procedimentos cirúrgicos ocorrem no SUS (pelo menos 3 em cada 4 brasileiros dependem exclusivamente do SUS), e que o SUS destina recursos prioritariamente Per Capita, a variação chama a atenção.

Enio Salu

About Enio Salu

Histórico Acadêmico·  Formado em Tecnologia da Informação pela UNESP – Universidade do Estado de São Paulo·  Pós Graduação em Administração de Serviços de Saúde pela USP – Universidade de São Paulo·  Especializações em Administração Hospitalar, Epidemiologia Hospitalar e Economia e Custos em Saúde pela FGV – Fundação Getúlio Vargas·  Professor em Turmas de Pós Graduação na Faculdade Albert Einstein, Fundação Getúlio Vargas, FIA/USP, FUNDACE-FUNPEC/USP, Centro Universitário São Camilo, SENAC, CEEN/PUC-GO e Impacta·  Coordenador Adjunto do Curso de Pós Graduação em Administração Hospitalar da Fundação UnimedHistórico Profissional·  CEO da Escepti Consultoria e Treinamento·  Pesquisador Associado e Membro do Comitê Assessor do GVSaúde – Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da EAESP da Fundação Getúlio Vargas·  Membro Efetivo da Federação Brasileira de Administradores Hospitalares·  CIO do Hospital Sírio Libanês, Diretor Comercial e de Saúde Suplementar do InCor/Fundação Zerbini, e Superintendente da Furukawa·  Diretor no Conselho de Administração da ASSESPRO-SP – Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação·  Membro do Comitê Assessor do CATI (Congresso Anual de Tecnologia da Informação) do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Fundação Getúlio Vargas·  Associado NCMA – National Contract Management Association·  Associado SBIS – Sociedade Brasileira de Informática em Saúde·  Autor de 12 livros pela Editora Manole, Editora Atheneu / FGV e Edições Própria·  Gerente de mais de 200 projetos em operadoras de planos de saúde, hospitais, clínicas, centros de diagnósticos, secretarias de saúde e empresas fornecedoras de produtos e serviços para a área da saúde e outros segmentos de mercado