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Sabin estimula e retém equipe com plano de carreira

By 6 de maio de 2014 Mercado

Quando a história de uma empresa se confunde com a das pessoas que a construíram, é muito provável que o aspecto humano interfira de alguma forma no perfil corporativo. É o caso do Laboratório Sabin, de Brasília (DF), campeã do Great Place to Work Saúde. Basta lembrar que as sócias-fundadoras, Janete Ribeiro Vaz e Sandra Soares Costa, deixaram a presidência executiva da empresa depois de 29 anos para serem substituídas por Lídia Abdalla, que acumulava até então 15 anos de casa. E não se trata de um caso isolado: 99% dos cargos de liderança na empresa são preenchidos por profissionais internamente desenvolvidos.
?Para quase 100% das vagas abertas fazemos recrutamento interno ou misto, em que damos oportunidade para os nossos funcionários. E eles reconhecem isso?, explica Lídia, salientando que esse é um item importante para as práticas de retenção no Sabin, que se aplica inclusive à ela própria. ?Entrei [na empresa] em 1999 como trainee em Bioquímica. Quando Janete e Sandra fizeram o movimento da governança corporativa e assumiram um cargo mais estratégico, escolheram quatro diretores e eu, todos formados dentro de casa.?
As vantagens desse tipo de ascensão vão além das óbvias: o gestor que conhece bem a empresa já superou a etapa de aclimatação. Afinal, trazer executivos de fora, ou ?de mercado?, exige que haja também uma aceitação dos subordinados, o que no caso de Lídia aconteceu com ?100% da equipe?. Um estudo da Fundação Dom Cabral (FDC), e citado pela executiva, indica que o tempo médio de permanência de um desses executivos é de dois anos, enquanto o funcionário de carreira fica, em média, cinco anos.
Expansão
Fundado em 1984, o Laboratório Sabin domina o mercado de medicina diagnóstica nas regiões Centro-Oeste e Norte, com faturamento anual superior à R$ 320 milhões e 1,7 milhão de exames entregues por mês nas 118 unidades espalhadas entre
Distrito Federal (70), Bahia (17), Goiás (10), Pará (9), Minas Gerais (5), Tocantins (4) e Amazonas (3) ? tamanho atingido após um movimento acelerado de expansão principalmente a partir de 2012. Em março do ano seguinte a empresa contabilizava 1800 colaboradores, além de um grande desafio: manter a cultura de valorização das pessoas, mesmo com tantas caras novas.
?Temos uma história de vários anos investindo em gestão de pessoas, e não só para dizer que investimos, mas realmente acreditamos que isto contribui para o crescimento da empresa?, concorda Lídia, destacando que 19% do faturamento anual da empresa é ?investido? em benefícios para os funcionários. Não por acaso o aspecto mais valorizado por 53% deles foi justamente a possibilidade de crescer profissionalmente, seguido de perto pela qualidade de vida (30%), traduzido pelo que a executiva chama de ?um ambiente de trabalho saudável, em que os profissionais são inspirados a crescer?.
Crescimento que passa por uma série de estímulos: qualificação profissional com formação contínua (há inclusive uma universidade corporativa com cursos virtuais, que desempenha papel central para o processo de expansão da empresa); bolsas de estudo para cursos de idiomas e pós-graduação; coaching (para que os gestores entendam seus papéis estratégicos e de seus times) e plano estruturado de carreira em consonância com os objetivos da empresa (e que o funcionário pode acessar online para acompanhar seu crescimento).
O outro lado da moeda é o bem-estar: estímulo à participação em competições e corridas, Espaço Bem-Viver (com equipamentos de ginástica), auxílio-casamento, auxílio-enxoval, auxílio material escolar, parcerias com escolas, creches e universidades, programas de educação financeira… Mais do que manter o colaborador engajado, esse tipo de benefício cria um censo de responsabilidade comum pela empresa, o que facilita na manutenção do modelo de gestão participativa da empresa. ?Nossos funcionários conhecem nossas metas, e queremos que elas cheguem até as pontas. Isso aumenta o engajamento?, diz Lídia.
Segundo o setor de recursos humanos do Sabin, todo os benefícios têm mantido os índices de absenteísmo e turnover na faixa de 1% e 0,6% ao mês, respectivamente. Mas há outro indicador mais importante: o Índice de Felicidade do Trabalho, que alcançou 90,3% na última avaliação.
?Quando está realizada a pessoa trabalha com mais garra e nosso cliente fica mais satisfeito. Prestamos um serviço que tem muita interação do funcionário com o paciente, e sabemos que o nosso profissional tem que ser complementado com a questão da humanização?, explica Lídia.

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