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Por que os profissionais de saúde ainda não aderiram às redes sociais no Brasil?

By 23 de maio de 2014 Mercado

Em meu artigo de estréia aqui no Empreender Saúde, eu gostaria de abrir com um questionamento que há tempos me incomoda. Quais são as principais razões para médicos e profissionais de saúde não atuarem, de maneira profissional – obviamente -, em canais de redes sociais?

Eu tenho algumas boas suspeitas, falarei sobre elas em breve. Mas antes disso, acho importante falar sobre esse cenário que, ao contrário do que alguns ainda imaginam, não há mais volta, não há como fugir ou tentar atuar de forma superficial.

Uma premissa básica da boa comunicação é estar onde as pessoas estão. E não há como questionar, as pessoas estão na internet, elas estão nas redes. Somente o Facebook soma mais de 1 bilhão de usuários no mundo. Esse número sozinho já é maior que a população de muitos países mundo afora. Desse total, 751 milhões acessam a rede via mobile. No Brasil, são mais de 62 milhões de perfis. E esse pessoal todo produz uma média de 3,5 bilhões de conteúdos por semana!

O Twitter acumula mais de 500 milhões de usuários, quase 47 milhões somente aqui em nosso país. E a produção de conteúdo na rede é frenética, 400 milhões de tweets diários.   Google+ conta com 500 milhões de usuários, sendo que os brasileiros são a terceira colocação no número de perfis na rede, com 9 milhões de pessoas.  O Instagram já comemora mais de 130 milhões de instagramers, Linkedin ultrapassou a marca de 230 milhões de perfis, Pinterest mais de 70 milhões. Sem falar no You Tube, o segundo mais buscador do planeta com 3 bilhões de vídeos assistidos diariamente.

Os números são impressionantes. E o impacto do que é feito nas redes também. E por que então médicos e profissionais de saúde ainda não usam as redes de forma profissional, visto que a internet tem papel preponderante na educação e orientação do paciente? Faça uma busca e veja quantos perfis relevantes de médicos ou profissionais sérios da saúde você encontra. E não valem os oportunistas e as saradas do Insta, ok?

Meus palpites:

  1. Ainda não temos uma legislação clara sobre o uso da internet e redes sociais na área da saúde. Tampouco orientações ou diretrizes sobre como isso interfere diretamente na prática médica. Alguns conselhos de classe ainda não sabem como atuar sobre o assunto. E algumas utilizações já geram polêmicas pela falta de critérios claros de quem pode o quê, como temos visto principalmente em perfis de profissionais de fitness e nutrição no Instagram.
  2. O medo do desconhecido. A grande maioria dos profissionais de saúde e médicos não estudaram esse fenômeno nas universidades e tampouco há “receita” do que e como fazer. Na dúvida, a melhor maneira é enfrentar o admirável mundo novo e aprender como tirar proveito disso tudo.
  3. O medo da exposição. Meu paciente virou meu amigo no Facebook, e agora? Aceita que dói menos. As pessoas estão nas redes, as dúvidas sobre saúde também, logo, eles querem lhe acessar de maneira rápida e fácil. E dá para fazer isso sem que se torne uma consulta online!
  4. Vou perder meus pacientes em consultório. Bobagem, o contato e a avaliação humana são insubstituíveis. Agregue qualidade, facilidade e rapidez à experiência do seu paciente ajudando-o também via redes sociais. Ele vai lhe agradecer e se tornará um cliente fiel.

Em primeira próxima coluna, prometo dar dicas práticas para quem quer aderir ao maravilhoso e imprevisível mundo das redes sociais!

E você, tem alguma outra opinião sobre o porquê da saúde no Brasil ainda não estar tão presente nas redes sociais? Deixes suas sugestões nos comentários abaixo.

Elis Forgerini

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