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Por quê no Brasil, a formação dos profissionais de saúde em negócios acontece só na pós-graduação ?

No Brasil, busca por formação em negócios acontece na pós

No Brasil, as discussões sobre a inserção de disciplinas relacionadas à gestão de negócios e empreendedorismo nos cursos superiores de medicina ainda são incipientes. O modelo consolidado no país é de formar bons médicos na graduação e deixar a especialização em gestão da saúde para programas de pós-graduação. “Já existe um movimento em prol do ensino de temas ligados à gestão, mas isso não está inserido na formação tradicional do médico”, diz Libânia Alvarenga Paes, vice-coordenadora do curso de especialização em administração hospitalar e sistemas de saúde (CEAHS) da Fundação Getulio Vargas.

Na Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, uma das mais tradicionais do país, por exemplo, os alunos têm, há cinco anos, a opção de cursar uma disciplina eletiva chamada “fundamentos de gestão e economia para o profissional da saúde”. Voltada para um entendimento mais amplo do ambiente corporativo na área médica, a matéria pode se tornar parte do currículo obrigatório da graduação em 2013, segundo Eduardo Medeiros, coordenador do curso de medicina da Escola Paulista de Medicina. “É possível implementar novas disciplinas sem fazer grandes mudanças na estrutura do curso ou no número de horas de aula”, diz Medeiros.

“Não há dúvida de que, com o tempo, temas ligados à gestão serão levados para a graduação de forma mais ampla”, diz Bento Cardoso, coordenador do MBA executivo em gestão de saúde Einstein-Insper. Hoje, no entanto, completa, só existem cursos paralelos que ajudam os médicos a entenderem melhor de administração.

Medeiros afirma que faz falta aos médicos, quando entram no mercado de trabalho, saber como administrar consultórios e relacionar-se com os planos de saúde do ponto de vista financeiro.

Libânia, da FGV, diz que médicos que se destacam em suas atividades assistenciais normalmente são convidados a assumir postos gerenciais nos hospitais. E é nesse momento que sentem a necessidade de buscar uma formação mais relacionada à gestão. “Eles não têm o jargão do meio corporativo e as ferramentas necessárias para fazer a gestão de um negócio. Isso faz falta quando assumem cargos administrativos”, diz a vice-coordenadora.

Tanto no programa da FGV como no do Insper, mais da metade das classes são compostas por médicos que têm, em média, entre quatro e cinco anos de formados

Fonte:  Adriana Fonseca, Valor Econômico, 16/05/2012

 

Fernando Cembranelli

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