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Pandemia causa mudanças nas dinâmicas de mercado e cria novas concorrências

By 19 de novembro de 2020 Destaques, Mercado
Empresas da América Latina terão de acelerar sua transformação digital e se preparar para concorrências não lineares de todo o planeta

Os impactos econômicos causados pela pandemia da covid-19 geraram profundas transformações mercadológicas que vão muito além da nem tão simples queda de diversos setores e da ascensão de outros. Isso porque, com novas configurações e comportamentos sociais inéditos, empresas de setores diferentes acabaram se vendo em um cenário digital altamente competitivo; logo, tiveram de adotar estratégias ágeis para adaptarem suas infraestruturas de TI à nova configuração de mercado — que será pautada por transformações digitais cada vez mais constantes e exigirá das companhias mais flexibilidade e automação.

Se antes o mundo se encontrava em um patamar relativamente analógico, hoje foi lançado, de maneira irreversível, ao digital. Por exemplo, a adoção de métodos digitais de pagamento sem contato (reconhecimento facial, QR Codes e NFC) para evitar novas infecções se tornou mais popular do que nunca, deixando o dinheiro vivo como opção secundária em diversos casos.

Outro exemplo da mudança da lógica de mercado nesse período é o estabelecimento de novas concorrências não lineares. Plataformas de videoconferência acabaram se tornando concorrentes improváveis de companhias aéreas. O sucesso dessas tecnologias para a efetivação de reuniões, por exemplo, mostrou para as empresas que não são necessários deslocamentos constantes de colaboradores para eventos.

Serviços digitais estão, portanto, posicionando-se como concorrentes de mercados tradicionais: aplicativos de delivery crescem em detrimento de lojas físicas; o streaming faz frente a teatros e cinemas; o trabalho remoto exige novos softwares; e por aí vai.

Essa é uma realidade comprovada quando se olha para a América Latina. De acordo com o IDC Latin America, “a região tem se caracterizado por seus ambientes heterogêneos, nos quais a TI tradicional e a multicloud coexistem”. Além disso, se ela passou por um processo de transformação digital em um ritmo menor que outras, agora tem de acelerar, aproveitar o momento para criar uma ruptura no mercado e se preparar para a concorrência não linear que vem do mundo todo por vias digitais.

Ainda segundo o IDC, 75% das empresas criarão ambientes de TI “nativos digitais” para prosperar na economia global; quase 70% de todos os gastos com TI na América Latina serão transferidos para tecnologias de terceiros até 2022.

E mais: quando se analisa o quarto volume do Global Interconnection Index (GXI), é possível prever que a velocidade de Interconexão na América Latina deve crescer a uma taxa impressionante de 50% CAGR – mais rápido do que qualquer outra região, com maior demanda por serviços de ponta, conteúdo e conectividade last mile para transportar volumes crescentes de dados.

Esse cenário leva à necessidade de uma transformação multicloud híbrida entre regiões, com comunicação eficaz entre data centers, clouds e edge.

Infraestrutura digital rege o novo mundo

Conforme a evolução digital avança, empresas terão à disposição ainda mais ferramentas para estabelecer ecossistemas inovadores que as tornem mais preparadas para alterar os rumos de seus negócios e garantir a melhor experiência para os clientes de forma ágil e efetiva, o que exige também uma TI mais robusta, a fim de garantir baixa latência e segurança em um cenário de conexões distribuídas.

Obviamente, o aumento de tráfego de dados gerado pela maior presença digital precisará ser gerenciado com eficiência, algo facilmente proporcionado por serviços digitais e descentralizados. Uma infraestrutura digital mais complexa, no entanto, exigirá mais operações e profissionais dedicados a fazer a gestão de ambientes híbridos, flexíveis e eficientes.

Levando tudo isso em conta, líderes serão responsáveis por direcionar investimentos baseados em suas estratégias de automação de TI, o que assegura que as rotinas possam se desenvolver com mais eficiência e mais autonomia e as torna mais escaláveis e adequadas às necessidades de negócios digitais.

Todos os setores estão reavaliando seus ambientes operacionais e reequipando seus negócios para navegar em tempos voláteis e incertos — e você não pode ficar para trás.

Pensando no agora, pensando no amanhã

Se seu negócio está precisando de implementações que otimizem o trabalho remoto, de uma força para se adaptar a um cenário de nova concorrência ou simplesmente considerando que a pandemia mudará nossa vida de maneira permanente, saiba que manter estruturas fixas já não é mais vantajoso para ninguém. Afinal, é preciso garantir baixa latência, estabilidade, escalabilidade e redução de custos com manutenção e atualização. Tudo isso é atingido por meio do melhor acesso a uma ágil plataforma de infraestrutura digital capaz de oferecer uma vasta rede de conexões seguras e os mais ricos ecossistemas globais.

É preciso deixar para trás a fase de experimentação de tecnologias de terceiros, como cloud, mobile, social e Big Data. Ambientes de TI centrados nesse tipo de abordagem são fundamentais hoje. E não se pode esquecer que existem ferramentas emergentes que não são capazes de responder a todos os desafios impostos pelo gerenciamento híbrido de infraestruturas digitais. Sendo assim, líderes de infraestrutura e operações (I&O) devem avaliar cuidadosamente as funcionalidades oferecidas por seus futuros parceiros e ter em mente que suas equipes podem acabar sendo forçadas a preencher lacunas de integração de ferramentas e aumentar (não substituir) seus benchmarks.

Uma vez que a pandemia criou novas concorrências e novos cenários no mercado, você deve estar preparado para acompanhar o movimento.

Sobre o autor

Eduardo Carvalho, presidente da Equinix no Brasil

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