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OMS apresenta relatório sobre consumo e dependência de drogas

By 18 de março de 2004 Mercado

A Organização Mundial de Saúde (OMS) lança hoje, em Brasília, o Relatório sobre Neurociência do Uso e Dependência de Drogas que aponta as novas pesquisas na área da neurociência relacionados ao uso e dependência de drogas. O Brasil foi o país escolhido para sediar o lançamento mundial do relatório como reconhecimento aos esforços do governo federal na implantação de uma rede pública de serviços para assistência em saúde mental, álcool e drogas, informa a Agência Saúde.
Produzido através da colaboração de especialistas de onze países, incluindo o Brasil, este é o primeiro estudo mundial a relatar os avanços da neurociência nas descobertas sobre como as drogas afetam o cérebro humano. Para divulgar o estudo aos 190 países membros da OMS, o material será traduzido nos seis idiomas oficiais da Organização (inglês, francês, espanhol, russo, chinês, árabe), além do português.
O Relatório mostra que as drogas atuam de maneiras diferentes no cérebro humano, ainda que tenham semelhanças na forma de afetar áreas importantes envolvidas na motivação e emoção.
Sabe-se que a dependência de drogas é determinada por fatores biológicos, genéticos (hereditariedade), psicológicos, culturais e ambientais. O estudo divulgado hoje analisa também como os genes podem interagir com fatores ambientais na sustentação do uso de drogas.
O Relatório resume ainda novas descobertas sobre como as drogas são capazes de imitar os efeitos dos neurotransmissores (substâncias existentes no cérebro, como a serotonina e a noradrenalina, responsáveis pelas funções mentais), interferindo no funcionamento normal do cérebro.
O relatório da OMS inclui também um capítulo sobre as medidas que os governos devem tomar para garantir o atendimento no sistema público a todas as pessoas que têm problemas com o uso de álcool e outras drogas.
A OMS recomenda que os governos desenvolvam programas assistenciais na rede básica de saúde, de modo a facilitar o acesso ao tratamento. Recomenda ainda que a visão social sobre as drogas seja influenciada positivamente por medidas preventivas e educacionais, que combatam o estigma de que é vítima o usuário de drogas.
De acordo o Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crime (UNODC) estima-se que 205 milhões de pessoas no mundo todo usem algum tipo de droga, ilícita ou não. A mais comum é a maconha, seguida das anfetaminas, cocaína e os derivados do ópio, como a morfina.

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