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O real perigo do coronavírus

By 17 de março de 2020 Mercado

Sempre oriento as pessoas a buscar aquilo que é racional, que é real para a boa tomada de decisão, em detrimento do que é emocional. Nesse período em que o mundo inteiro fala do Coronavírus, trago a reflexão de que devemos tomar muito cuidado com o surto das notícias em tempo real, principalmente com a histeria.

Vamos aos fatos reais: pesquisas científicas realizadas por especialistas da área de saúde mostram que o vírus é sim, muito contagioso. O epidemiologista Marc Lipsitch, diretor do Center for Communicable Disease Dynamics (CCDD), da Universidade de Harvard, analisou números e chegou ao dado de que uma pessoa infectada transmite o coronavírus para outras duas ou três pessoas, numa média estimada. O sarampo, por exemplo, é quatro vezes mais contagioso: uma pessoa com sarampo pode transmitir a doença para outras treze pessoas. Mas tanto o sarampo como o coronavírus, representam problemas sérios de saúde pública.

Apesar da letalidade do vírus ser menor do que outras doenças, isso não necessariamente é algo positivo do ponto de vista da saúde, pois sabemos muito pouco sobre os efeitos do Covid-19 para o ser humano. Por isso, devemos tomar medidas de prevenção da doença, cujas orientações são dadas por profissionais da saúde, afinal ninguém deseja ficar doente ou transmitir a doença.

É importante seguir o protocolo internacional de medidas como forma de prevenção, por exemplo: evitar grandes aglomerações públicas em ambientes fechados, ou seja, buscar sempre que possível o distanciamento social; lavar as mãos frequentemente; quando tossir, cobrir a boca com um lenço de papel ou o cotovelo; não levar as mãos aos olhos; usar máscara, caso acredite estar infectado e lembrar-se de trocar a máscara com frequência; olhar com mais cuidado para as pessoas menos assistidas, que sofrem de alguma doença respiratória ou debilitadas por quadros infecciosos, trabalhando assim, a empatia.

A orientação para aqueles que sentirem os sintomas é que fiquem em casa, se isolem e se tratem como um estado gripal normal. Se o quadro persistir, buscar atendimento hospitalar. Não se deve ir imediatamente ao hospital, pois pode ser que a pessoa nem tenha contraído o Coronavirus e ao frequentar o ambiente hospitalar, acabe entrando em contato com o vírus.

Isso tudo posto, fica claro que a divulgação de dados científicos confiáveis evita a disseminação de uma histeria coletiva. A comunidade científica internacional, afirmou, inclusive pela OMS, que não a trata como síndrome respiratória aguda. Portanto, não deveríamos entrar em uma neurose coletiva por excesso de informação em tempo real.

Não quero dizer que não devemos buscar usar de todas as medidas ao nosso alcance para evitar contrair a doença ou propagá-la, – ou qualquer outra doença que nos ameace, porém, devemos encarar os fatos e a realidade para podermos discernir com serenidade e com racionalidade. Vejo pessoas estocando mercadorias com medo de faltar. Será que há motivos para corrida ao abastecimento de emergência, de contingenciamento?

Vamos então, tomar uma decisão mais consciente e bem posicionada? A decisão de não alimentar a pandemia da histeria. E você? Pensou? Refletiu? Então, qual sua conclusão a respeito?

Sobre o autor
Uranio Bonoldi atua como executivo e também como professor para turmas de MBA na Fundação Dom Cabral, é palestrante e escritor. Possui longa experiência executiva em cargos de alta gestão, especialista em tomada de decisão, carreira e negócios. Na Fundação Dom Cabral ministra aulas para executivos sobre poder e tomada de decisão.
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