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O que não é um Hospital de Transição?

By 30 de janeiro de 2019 Mercado

Termo ainda gera dúvidas e entendimentos equivocados; hospital de transição atua pela desospitalização segura
Os hospitais de transição estão ganhando espaço no setor de saúde brasileiro. A Nobre Saúde, por exemplo, que é a primeira unidade de retaguarda e transição hospitalar do Grande ABC, acaba de ampliar em 20% o número de leitos disponíveis em suas instalações. Porém, por ser um termo recentemente integrado ao dia a dia da população, ainda há muitas dúvidas sobre o que, de fato, é um hospital de transição.
Em um primeiro momento, é preciso explicar que hospitais de transição não são casas de repouso, muito menos hospitais gerais, mas sim espaços totalmente preparados para atender as necessidades de pacientes que, durante algumas semanas ou meses, necessitam de cuidados, acompanhamento médico e atendimento multidisciplinar 24 horas por dia, mas não carecem de uma infraestrutura hospitalar de alta complexidade. Os hospitais de transição são espaços de saúde habilitados a promover a assistência especializada em cuidados paliativos e reabilitação e contam, também, com a realização de exames como hemogramas, raioX e ultrassonografia, além de outros procedimentos diversos.
“A Nobre Saúde tem uma equipe completa para atender, com segurança, pacientes que necessitam da continuidade do tratamento hospitalar por uma curta, média ou longa permanência. Contamos com médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, nutricionistas, farmacêuticos, terapeutas ocupacionais, dentistas e assistentes sociais”, explica o doutor Richard Rosenblat, médico e sócio da instituição.
Desta forma, é preciso acabar com o mito de que hospitais de transição são espaços de atendimento exclusivo ao idoso. Essas instituições estão totalmente aptas a atender qualquer faixa etária, visto que sua especialidade está em prover segurança e cuidado multidisciplinar a pacientes que estão saindo de internações hospitalares e carecem de atendimento a fim de retornar às suas rotinas e atividades normais.
“Temos diversos casos de pacientes jovens que, aos 30 ou 40 anos de idade, sofreram um AVC, passaram por um intensivo trabalho de reabilitação na Nobre Saúde e, em menos de três meses, tinham retornado às suas casas realizando atividades básicas da vida diária sem a necessidade do uso de equipamentos hospitalares”, comenta Eduardo Santana, fundador e diretor executivo da instituição.
E quando pensamos nessa transição, estamos inclusive falando sobre pacientes que estavam internados em unidades de tratamento intensivo. Os hospitais de transição, justamente por estarem equipados, oferecem uma infraestrutura completa para receber pacientes que estão saindo diretamente da UTI.
O paciente fica para sempre na unidade de transição? – Outra percepção muito equivocada e que está sendo quebrada com a ampliação do acesso à população é a de que hospitais de transição são instituições nas quais o paciente entra e fica para sempre. “Trabalhamos para que o paciente chegue, seja atendido com toda a qualidade possível, se recupere e se prepare para retomar suas atividades”, esclarece Santana.
Nessas instituições, o paciente está sempre no centro da atenção. Tem todas as suas necessidades atendidas e há um tratamento bastante humanizado que envolve também os familiares, sempre muito bem recebidos e com acesso liberado sem restrições de horário.
Essa transição que é proposta realmente deve ser percebida como uma etapa intermediária entre o hospital de alta complexidade e a casa do paciente. Porém, diferentemente do homecare, no qual o paciente acaba acompanhado apenas por um enfermeiro ou um técnico de enfermagem, nos hospitais de transição ele tem acesso à equipe multidisciplinar 24 horas por dia, o que promove mais segurança e confiabilidade a ele e à família.
O ambiente de um hospital de transição é diferente e muito mais leve do que o de um hospital de alta complexidade. Na Nobre Saúde, por exemplo, os quartos são mais aconchegantes e podem ser personalizados de acordo com os desejos e perfis de cada paciente. “A ideia é que ele tenha a sensação de não estar mais em um ambiente hospitalar para que perceba que está prestes a voltar à sua casa”, comenta o diretor.
Muitas vezes vistos como locais de tristeza, os hospitais de transição são justamente o oposto disso. “Acreditamos que nosso espaço seja um espaço de vida, alegria, conforto e realizações. Costumo dizer que nosso papel é dar novo sentido à vida das pessoas. Justamente por isso temos realizado muitos sonhos dentro da Nobre Saúde: já fizemos casamentos, levamos um paciente para assistir a um jogo do Santos – sonho que ele e o filho ainda não haviam realizado –, acompanhamos outro paciente em fase final de vida à praia, que era um de seus grandes desejos, além de contribuir com a realização de inúmeras vontades para que ele recuperasse o sentido da vida e da reinserção social quando for possível. De fato, não medimos esforços para que a vida seja valorizada e vivida ao máximo em nossa instituição”, finaliza Santana.

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