This site is operated by a business or businesses owned by Informa PLC and all copyright resides with them. Informa PLC's registered office is 5 Howick Place, London SW1P 1WG. Registered in England and Wales. Number 8860726.

HIS19 Já conferiu os 40 primeiros palestrantes dessa edição? 🚀 Clique aqui

“O mercado de saúde precisa de uma simplificação de processos” – Romaine Seguin

By 26 de abril de 2017 Mercado

Na última semana, Romaine Seguin, Presidente UPS Americas Region esteve presente no Brasil para um encontro com diretores da Supply Chain do setor de saúde.

Atualmente, o segmento de saúde é prioridade para o negócio da UPS, que vem investido em centros de operação e inteligência de mercado para atender o setor em nosso país. Trata-se de um segmento complexo, que necessita de expertise em segurança tanto para a prevenção de roubo de cargas quanto para a segurança sanitária, de acordo com as normas da Anvisa.

Conversamos com Romaine sobre os desafios e oportunidades do negócio no setor de saúde, implementação de tecnologias, serialização, infraestrutura e performance no setor.

Romaine é responsável por todas as operações de pacotes e cargas da UPS no Canadá e em mais de 50 países e territórios da América Latina e Caribe.

A UPS Americas Region tem um grande portfólio, e a sua cadeia de produtos é complexa. Sobre o ponto de vista estratégico, Romaine afirma que no mercado de saúde, os clientes costumam demonstrar necessidades muito específicas, estimulando a empresa a oferecer um leque maior de opções para melhor atendê-los. Por essa razão, é essencial apostar em parcerias para atender com maior assertividade e cobertura.

Questionamos Romaine sobre o que o setor de saúde pode extrair de aprendizado a partir de outros setores. Ela nos explica que hoje o setor de saúde é muito diversificado, pois conta com patentes e regulamentações complexas do Governo que passam por mudanças continuamente. Para ela, o Brasil é um dos países mais difíceis, uma vez que o processo e as leis dependem de interpretação, e exemplificou que conseguir as licenças dos produtos e os alvarás para cada fronteira é muito complicado, pois eles apresentam diferentes processos que precisam ser corretamente compreendidos.

O maior gargalo apontado por Romaine é a dificuldade de ultrapassar e organizar essa burocracia, por isso ela aponta que o mercado de saúde precisa se unir e brigar por uma simplificação, por um processo mais direto, algo que já está sendo realizado por parte de outros setores. Sugere ainda, como saída a simplificação e padronização dos documentos.

E ela também, comenta sobre a importância do papel da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para atender a complexidade e necessidades de todo esse processo que compreende: o combate às fraudes, falsificação, possibilitando o gerenciamento de toda a cadeia de produção e distribuição de medicamentos.

Recentemente, a Anvisa firmou um convênio com a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) para desenvolver um projeto-piloto de rastreabilidade de medicamentos. O modelo está sendo elaborado com base na Lei 13.410 de 2016, sancionada nos últimos dias de 2016, e tem como finalidade substituir a norma anterior de criação de um sistema, o Sistema Nacional de Controle de Medicamentos que vigorava em nosso país desde 2009.

Romaine reitera de maneira positiva a importância de investimentos em infraestrutura:

“Seria ótimo para o Brasil contar com um pouco mais de infraestrutura, traria não só empresas como a nossa, mas muitas outras”.

Sobre a Lei da Serialização, referente a rastreabilidade de medicamentos, Romaine aponta que é algo que precisa ser realizado. De acordo com Romaine, o objetivo é que tudo esteja implementado até 2021.

Todo esse processo de adequação para os requisitos propostos na lei gera custos e, por essa razão, se faz necessário o investimento em novas tecnologias, algo que já está acontecendo em todas as áreas, declara Romaine.

No viés da tecnologia, Romaine contou o case do uso de drones com objetivo humanitário. Para ela, a tecnologia ainda é temida, pois muitas pessoas ainda têm receio de que, quando se utiliza uma máquina, empregos são sacrificados. Por essa razão, o uso com foco humanitário se torna uma alternativa para a quebra do estigma e a comprovação de funcionamento.

“ Acredito que a tecnologia vai deixar as pessoas mais próximas de curas mais rápidas”, diz Romaine.

De acordo com Romaine, vamos utilizar a tecnologia para tornar o cuidado cada vez menos hospitalocêntrico, ou seja, cuidar cada vez mais de pessoas em casa.

Nathalia Nunes

About Nathalia Nunes

Fonoaudióloga formada pela FMUSP, com MBA em Economia e Gestão em Saúde na UNIFESP e apaixonada por comunicação, negócios e tecnologia em saúde. Na Live, trabalho com Marketing, Pesquisa e Conteúdo, tanto na produção de materiais editoriais e de pesquisa, quanto na difusão de temas e ações relacionados a negócios em saúde.

Leave a Reply