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O cenário da radiologia odontológica no Brasil

By 22 de abril de 2020 Colunas, Mercado

Saturando em alguns poucos estados, ainda é uma das melhores oportunidades de negócios na área da saúde no Brasil

Fonte: Geografia Econômica da Saúde no Brasil

Radiologia Odontológica é desconhecida até mesmo pela maioria absoluta dos profissionais que atuam no segmento da saúde:

·         Evidentemente o dentista e o gestor de operadora de planos de saúde que lida com credenciamento estão bem envolvidos com ela;

·         Os demais ou não conhecem bem sobre ela, ou até conhecem mas não tem a dimensão do tamanho deste mercado de negócios da saúde.

Em 2019 o CNES totalizou 61.883 equipamentos de Raio-X odontológicos no Brasil:

·         Quase o dobro dos equipamentos de Raio-X da assistência Médica (34.128);

·         E quase um terço do número de dentistas (205.000) … quase 1 equipamento de RX para cada 3 dentistas é uma proporção que surpreende muita gente !

Mas se existe uma especialidade na saúde em que a diferença no nível assistencial é absolutamente gritante dependendo da região do Brasil, esta é a odontologia – para as pessoas da minha faixa etária é mais simples entender:

·         Quando era jovem o dentista fazia todos os seus procedimentos no escuro;

·         A prática de radiografar a boca para tratar os dentes era raríssima … muito restrita às pessoas da alta classe econômica;

·         Hoje é bem diferente – poucos se arriscam a definir um planejamento sem o suporte de, pelo menos, uma panorâmica.

O desenvolvimento da odontologia anda junto com o desenvolvimento da radiologia odontológica.

Os gráficos a seguir, que tabulam dados do CNES de 2019, permitem avaliar que a diferença de tecnologia odontológica nas várias regiões do Brasil é imensa.

(*) Todos os gráficos e dados são partes integrantes do Estudo Geografia Econômica da Saúde no Brasil – Edição 2020.

Este ilustra a distribuição do volume de equipamentos por UF:

·         A variação entre a UF que tem menos para a que tem mais é de quase 180 vezes;

·         Nada proporcionalmente comparável a variação de população, dentistas, PIB …

·         Somente este já indica a grande variação de qualidade que existe (na média) nos tratamentos dentários entre as várias UFs Brasileiras.

Mesmo recorrendo ao indicador Per Capita verificamos que a variação ainda é enorme:

·         Quase 8 vezes entre a UFs com menor e maior indicadores;

·         É interessante ressaltar que a UF que tem o maior indicador (PR) é o 5º em população e em PIB, demonstrando que a densidade está relacionada a outros fatores.

Paraná e Espírito Santo são as UFs que se destacam em relação à média nacional.

Tivemos um aumento de 5.592 equipamentos entre 2017 e 2019:

·         Um aumento de 9,9 % em apenas 2 anos;

·         Como referência, equipamentos de Raio-X para assistência médica evoluíram no mesmo período 7,8 % … quase 2 pontos percentuais a menos.

Também para ilustrar as diferenças entre as diversas UFs, este gráfico ilustra a distribuição dos dentistas:

·         Nota-se que ele tem perfil bem diferente tanto da distribuição de equipamentos, como da distribuição Per Capita de equipamentos;

·         Ou seja, a oferta de equipamentos para realizar os exames que os dentistas necessitam é muito diferente.

Então construímos o gráfico de dentistas por equipamento de Raio-X odontológico:

·         Nota-se a oferta em algumas UFs é grande. No Paraná para cada 2 dentistas existe 1 equipamento de Raio-X – é próximo de se ter um equipamento em cada consultório;

·         Mas no Piauí são quase 8 dentistas por equipamento.

Este cenário remete aos dois temas mais frequentes no meio:

·         Existem mercados chegando à saturação, mas ainda existem mercado praticamente inexplorados de forma estruturada, com ótimas oportunidades de negócios;

·         Nas UFs mais saturadas o gestor das unidades de radiologia odontológica, que se acostumou a uma margem de lucro motivadora, começa a enfrentar uma concorrência que naturalmente está derrubando os preços praticados.

O segundo ponto é fato em alguns estados das regiões Sul e Sudeste:

·         Pessoalmente conduzi um programa de capacitação para gestores de unidades de radiologia odontológica;

·         O programa focava em uma metodologia simples para cálculo da rentabilidade das unidades de negócios, e do custo por procedimento para avaliar preços, pacotes e contratualizações;

·         A metodologia tradicional baseada nos complexos controles da contabilidade de custos aplicada em grandes empresas não é prática – não adere a estrutura que este tipo de empresa tem, especialmente porque a maioria está enquadrada no lucro presumido e os registros contábeis são praticamente inexistentes na parte de custos;

·         A maioria dos gestores, apesar de atuarem na gestão de serviços de RO há anos, nunca teve contato com a metodologia e tem dificuldade de manter sua empresa competitiva no mercado.

Enio Salu

About Enio Salu

Histórico Acadêmico·  Formado em Tecnologia da Informação pela UNESP – Universidade do Estado de São Paulo·  Pós Graduação em Administração de Serviços de Saúde pela USP – Universidade de São Paulo·  Especializações em Administração Hospitalar, Epidemiologia Hospitalar e Economia e Custos em Saúde pela FGV – Fundação Getúlio Vargas·  Professor em Turmas de Pós Graduação na Faculdade Albert Einstein, Fundação Getúlio Vargas, FIA/USP, FUNDACE-FUNPEC/USP, Centro Universitário São Camilo, SENAC, CEEN/PUC-GO e Impacta·  Coordenador Adjunto do Curso de Pós Graduação em Administração Hospitalar da Fundação UnimedHistórico Profissional·  CEO da Escepti Consultoria e Treinamento·  Pesquisador Associado e Membro do Comitê Assessor do GVSaúde – Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da EAESP da Fundação Getúlio Vargas·  Membro Efetivo da Federação Brasileira de Administradores Hospitalares·  CIO do Hospital Sírio Libanês, Diretor Comercial e de Saúde Suplementar do InCor/Fundação Zerbini, e Superintendente da Furukawa·  Diretor no Conselho de Administração da ASSESPRO-SP – Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação·  Membro do Comitê Assessor do CATI (Congresso Anual de Tecnologia da Informação) do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Fundação Getúlio Vargas·  Associado NCMA – National Contract Management Association·  Associado SBIS – Sociedade Brasileira de Informática em Saúde·  Autor de 12 livros pela Editora Manole, Editora Atheneu / FGV e Edições Própria·  Gerente de mais de 200 projetos em operadoras de planos de saúde, hospitais, clínicas, centros de diagnósticos, secretarias de saúde e empresas fornecedoras de produtos e serviços para a área da saúde e outros segmentos de mercado