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Ministério estuda regionalizar preços dos planos de saúde

By 14 de outubro de 2003 Mercado

O ministro da Saúde, Humberto Costa, lançou hoje, a idéia de diferenciar os preços dos planos de saúde de acordo com cada região no Brasil. A nova fórmula para definir as tarifas ainda está em estudo, mas é bem vista pelas associações de planos de saúde. Segundo Costa, a intenção é baratear o valor cobrado nas regiões onde os planos de saúde ofereçam menos opções de serviço, informa a Agência Brasil. O presidente da Associação Brasileira de Medicina em Grupo (Abramge), Arlindo Almeida, aplaudiu a idéia do governo. Para ele, as operadoras vivem um momento de crise e medidas como essa, ?que fazem uma cobrança mais justas?, são bem-vindas. ?A cobrança diferenciada é uma vantagem tanto para o consumidor quanto para as operadoras, que terão uma cobrança mais lógica. Explicou que existe uma diferença muito grande entre uma região e outra. ?Os insumos e custos decorrentes da regionalização são muito diferentes. Se for obedecido esse critério se fará uma cobrança mais justa para cada região?.
Almeida não acredita que a cobrança diferenciada seja um motivo para um aumento abusivo nas regiões mais desenvolvidas. ?É evidente que a Agêcia Nacional de Saúde (ANS) vai controlar isso (os preços)?. Ele disse também que, além da regionalização, deveriam ser estudados outros critérios para uma cobrança mais justa, como a diferença entre os planos individual e coletivo, que são tratados da mesma forma na hora de se definir um teto para o reajuste. ?Um nível adequado de reajuste permite que as empresas sobrevivam e o usuário continuem usufruindo dos beneficios de seu plano?, concluiu.
O diretor do Departamento de Avaliação do Ministério da Saúde, Fausto Pereira, explicou, entretanto, que não existe a possibilidade de se cobrar a mais por causa da região. ?Se a pessoa mora em Brasília e viaja para o Rio de Janeiro será atendida no Rio e continua pagando a mesma coisa que paga em Brasília de acordo com o contrato?.
Segundo o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), o Ministério da Saúde ainda não repassou nenhuma proposta nesse sentido. Assim que for repassado exatamente a maneira que será feita os cálculos do reajuste, o Idec irá se pronunciar se essa medida será ou não vantajosa ao consumidor.

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