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Metade dos trabalhadores das classes A/B adota home office durante a pandemia

By 24 de agosto de 2020 Mercado

Nos grupos de maior renda, 52% dos profissionais fazem trabalho remoto, segundo pesquisa C6 Bank/Datafolha; nas classes D/E, percentual é de 26%

Durante a quarentena, o home office tem sido realidade, principalmente, para os profissionais das classes A/B, segundo pesquisa C6 Bank/Datafolha. Considerando a PEA (População Economicamente Ativa), nesses estratos de renda, 52% dos profissionais adotam trabalho remoto durante a pandemia. Apenas 29% da classe C e 26% das classes D/E fazem o mesmo.

A pesquisa também mostra que a maioria dos trabalhadores assalariados não migrou para o teletrabalho. Entre os assalariados na PEA, 68% dizem não ter adotado o home office. Entre profissionais liberais, autônomos e empresários, 47% trabalharam remotamente no período e 53% não fizeram home office.

Em termos de nível de escolaridade, as pessoas com ensino superior foram, em geral, as que mais passaram a fazer home office durante a quarentena: 57% ante 22% para trabalhadores com ensino fundamental e 31% para pessoas com ensino médio.

As pessoas das classes D/E foram também as que tiveram as carreiras mais afetadas pela pandemia. Nesse grupo, 58% das pessoas responderam que tiveram as carreiras prejudicadas. Já nas classes A/B, o índice foi de 37%.

Quando se avalia a questão sob a ótica da escolaridade, os respondentes com ensino superior foram menos prejudicados: 41% disseram que tiveram problema com o desenvolvimento da carreira. No grupo com ensino fundamental, 58% declararam que tiveram a carreira prejudicada.

A suspensão de contratos de trabalho também foi menos frequente entre os integrantes das classes A e B: 14% frente a 23% entre a classe C e 21% entre as classes D/E. Em termos gerais, a suspensão dos contratos de trabalho atinge 20% da População Economicamente Ativa, impactando tanto os assalariados como os profissionais autônomos e free-lancers que, segundo o Datafolha, já tinham contratos mais irregulares, inconstantes e cuja relação com os contratantes na pandemia pode ter ficado mais frágil.

A pesquisa ouviu 1.503 pessoas das classes A, B, C, D e E de todo o Brasil. As entrevistas foram realizadas por telefone entre 6 e 10 de julho, e a margem de erro é de 3 pontos porcentuais.

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