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Medtronic e Covidien: como anda essa união?

By 14 de abril de 2015 Mercado

Em junho do ano passado, o mercado de saúde recebeu a impactante notícia de que a Medtronic havia comprado a Covidien por US$ 42,9 bilhões. A união criou a principal empresa de tecnologia médica do mundo (Medtronic PLC), com receita anual de US$ 27.8 bilhões, mais de 88.000 funcionários em 160 países. Para se ter uma ideia, entre seus principais concorrentes figuram nomes como J&J, St. Jude Medical e Boston Scientific.

Apesar do porte da integração, o diretor geral do Brasil, Oscar Porto, admite não haver drásticas mudanças pela semelhança de cultura de ambas, com foco no prolongamento da vida dos pacientes.

A irlandesa Covidien, que sozinha faturava US$ 10,2 bilhões, passou a ser uma das divisões da norte-americana Medtronic, permanecendo com as duas fábricas no Brasil – São Sebastião do Paraíso (MG) e Ribeirão Preto (SP) -, e o recém lançado Centro de Inovação na Avenida Jornalista Roberto Marinho, zona sul de São Paulo, que passa a ser a nova sede do grupo no País.

“Nos próximos 60 dias, a companhia vai consolidar escritórios e centros de distribuição. Tudo visando a alavancagem dos negócios”, contou Porto em entrevista exclusiva ao Saúde Business, ainda no antigo ambiente de trabalho. O executivo, com mais de 23 anos de experiência na área de Saúde, e passagens por grandes farmacêuticas (Bristol-Myers Squibb, Pfizer e Novo Nordisk), passa a ser o nome de frente da operação no País, enquanto o brasileiro José Almeida, ex-CEO da Covidien, se aposentou depois da união.

Apesar da compra já ter sido oficializada e as ações convertidas, a efetivação de uma única operação acontece a partir de maio, já que o ano fiscal da Medtronic se encerra em abril.

Com expertise em equipamentos cirúrgicos, de UTIs e consumíveis hospitalares, a Covidien foi vista pela Medtronic como “a oportunidade” de fortalecimento no mercado hospitalar. “Com a consolidação e transformação do setor, queremos estar mais próximos do hospital e garantir o fornecimento de um portfólio completo”, diz Porto, lembrando que outras divisões chaves do grupo são: Cardiovascular; Diabetes e Terapias Restauradoras.

Inovação
Com grandes investimentos em P&D, mais de US$ 2 bilhões em 2014, Porto conta trabalhar em média com seis ou sete novos produtos por ano. “O foco é desenvolver soluções que realmente façam a diferença na vida das pessoas”, afirma e exemplifica com a criação de uma marca-passo compatível à ressonância magnética; sistema de ablação por criogenia, entre outros. “Tudo tem que ser acessível, senão fico vendendo apenas para planos de alto custo. Nosso intuito é levar os produtos também ao SUS”.

Números Medtronic PLC

  • No Brasil, hoje a Medtronic PLC emprega cerca de 1.000 pessoas
  • Crescimento tem sido de dois dígitos ano a ano
  • Após a fusão, conta com duas fábricas no Brasil – São Sebastião do Paraíso (MG) e Ribeirão Preto (SP)
  • Receita do Ano Fiscal de 2014 totaliza USD 27.8 bilhões
  • Mais de 53.000 patentes de produto registradas
  • Centro de Treinamento para capacitar profissionais da saúde com relação a procedimentos médicos (cirurgias invasivas) para ajudar a diminuir problemas de saúde (complicações médicas) e custos para o governo e hospitais. São cerca de 1.200 profissionais da saúde treinados por ano em 120 cursos ministrados.
  • Mobile Unit, que funciona como um caminhão itinerante que possibilita aulas para profissionais da saúde em diversas cidades do País
  • Virtual Cath Lab – um laboratório simulador de cirurgia com bonecos de borracha
Nathalia Nunes

About Nathalia Nunes

Fonoaudióloga formada pela FMUSP, com MBA em Economia e Gestão em Saúde na UNIFESP e apaixonada por comunicação, negócios e tecnologia em saúde. Na Live, trabalho com Marketing, Pesquisa e Conteúdo, tanto na produção de materiais editoriais e de pesquisa, quanto na difusão de temas e ações relacionados a negócios em saúde.

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