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Logística reversa: o que todos temos a ver com isso?

Segundo estimativa da ANVISA, apresentada no Relatório “Logística Reversa, aplicada ao setor de medicamentos” em 2013, o recolhimento de medicamentos não administrados pode chegar a mais de 13 mil toneladas por ano. Da mesma forma, os Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) somaram mais de 264 toneladas em 2014, dos quais, 31,1% sem destinação adequada, de acordo com a ABRELPE (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais). Os dados são alarmantes, revelam muito a se fazer, mas já foi pior.

A discussão do descarte de medicamento não é recente e o marco legal mais importante para a logística reversa ocorreu com a aprovação da Lei 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), em agosto do ano passado. Além disso, alguns programas de operacionalização, coleta e transporte de resíduos sólidos e, sobretudo, de orientação à população para o descarte correto de medicamentos têm sido adotados no Brasil, alguns há muitos anos.

A logística reversa tem dois eixos essenciais: de um lado, o consumidor final, responsável pelo descarte de medicamentos vencidos em pontos de coleta autorizados, e de outro, os gestores hospitalares, que devem observar e aplicar recursos que permitam remanejar os medicamentos por unidades, controlar rigorosamente os prazos de validades, entre outros tantos benefícios que somam também em segurança e economicidade.

Nos últimos anos, secretarias de saúde e instituições públicas e privadas do setor têm investido em programas educativos e na implantação de logística de medicamentos, ancorados em tecnologias exclusivas que provisionam as demandas de cada medicamento por departamento, unidade de serviço, região, e assim por diante, com controle total de todos os materiais, conforme o produto e a validade. Devidamente rastreado, cada unidade de medicamento ou de insumo médico pode ser remanejado, realocado e resgatado em caso de recall, reduzindo a obsolescência e aumentando a segurança.

Como vemos diariamente, o homem tem avançado de forma importante com o desenvolvimento de novas tecnologias, mas as tecnologias necessitam essencialmente da vontade e do compromisso do homem para que sejam efetivas. Em se tratando de logística reversa de medicamento, esta é uma necessidade premente, que muito ajuda na segurança de pacientes e gestores de saúde, na economia das instituições e governo, bem como na preservação do planeta.

*Domingos Fonseca, Presidente da UniHealth Logística Hospitalar

 

 

Domingos Gonçalves de Oliveira Fonseca

About Domingos Gonçalves de Oliveira Fonseca

Reconhecido por diversos anos seguidos como uma das personalidades mais influentes da saúde, nascido em Alqueidão (Portugal) e naturalizado brasileiro, Domingos Fonseca é administrador de empresas (PUC/SP), reconhecido empresário das áreas de transporte e logística e ex-Presidente da Associação Nacional do Transportes Rodoviário de Carga (NTC&Logística). Atual Presidente da UniHealth Logística Hospitalar, uma das principais empresas do setor de logística de produtos médicos e farmacêuticos da América Latina.

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