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Estresse, ansiedade e depressão demandam maior utilização do plano de saúde, segundo estudo

By 23 de janeiro de 2020 Mercado

Os custos podem atingir até R$ 56 milhões a mais; estresse foi a alteração mais prevalente em adultos jovens, representando 34,9%

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que este ano a depressão será a doença mais incapacitante do planeta. Além disso, o Brasil é o país com maior número de casos da América Latina. Com o objetivo de identificar qual é o impacto tanto da depressão, quanto do estresse e da ansiedade no plano de saúde e no beneficiário, a CAPESESP (Caixa da Previdência e Assistência dos Servidores da Fundação Nacional de Saúde), filiada à UNIDAS (União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde), realizou estudo identificando que pessoas nessas condições utilizam mais o plano de saúde para serviços como consultas, exames, terapias e internações, se comparado aos demais.

O estudo, que avaliou o perfil de 2.188 pessoas de um plano de autogestão por meio de aplicação on-line chamada DASS-21 (Depression Anxiety Stress Scale – 21), identificou que 24% dessas pessoas apresentavam estresse, 8,7% ansiedade e 6,9% depressão. A partir disso, a pesquisa identificou que as taxas anuais de utilização do plano por portadores de estresse foram 12,8% maior para consultas, 5,6% para exames, 33,4% para terapias e 49,2% para internações, se comparado aos demais beneficiários.

O mesmo quadro foi identificado nos casos de pessoas com ansiedade, sendo a utilização 15,4% maior para consultas, 11,5% para exames, 66,7% para terapias e 48,1% para internações, assim como para pessoas com depressão, sendo 28,2% a mais consultas, 16% para exames, 16,7% para terapias e 76,2% para internações. A pesquisa também constatou que 11,8% das pessoas com estresse, 17,5% com ansiedade e 21,6% com depressão já foram afastadas do ambiente de trabalho por problemas de saúde.

Em relação ao perfil dos beneficiários avaliados, a pesquisa identificou que todos os transtornos foram mais prevalentes em mulheres e que os idosos apresentaram maiores níveis de ansiedade e de depressão: 11,5% e 7,6%, respectivamente. Além disso, o estresse foi a alteração mais prevalente em adultos jovens, representando 34,9%. O recorte social também foi outro fator observado. Quanto menor a faixa salarial, maiores foram os níveis de ansiedade e de depressão: 12,7% e 8,4% na mesma ordem.

A utilização do plano de saúde por beneficiários identificados com estresse, ansiedade e depressão participantes da pesquisa teve impacto significativo nas despesas assistenciais, representando custo incremental de aproximadamente R$ 56,2 milhões anual.

“Com a pesquisa, é possível identificar que a saúde mental exige uma gestão eficiente do plano de saúde. Além disso, implantar projetos de humanização do tratamento e investir em alternativas terapêuticas inovadoras podem contribuir para amenizar esse quadro”, conclui João Paulo dos Reis Neto, presidente da CAPESESP.

“É importante considerar que a saúde mental tem impacto na gestão do plano de saúde e, principalmente, na vida do beneficiário, que é o mais importante. Sendo assim, é fundamental integrar a saúde mental com a Atenção Primária à Saúde, proporcionando assistência integral para o paciente”, conclui Marina Yasuda, diretora técnica da UNIDAS.

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