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E se a Saúde não acompanhar o ciclo da economia digital?

By 17 de outubro de 2014 Mercado

A digitalização da economia está cada vez mais acelerada e isso tem impacto empresas de todas as verticais. Muitas delas não têm conseguido acompanhar essa velocidade e podem sofrer por conta da falta de visão e até falta de flexibilidade para mudanças. Diante do cenário, o CEO da Cisco John Chambers afirmou que, em 10 anos, 40% das empresas da Fortune 500 desaparecerão, praticamente todas elas por não acompanharem esse ciclo da economia digital que traz tendências como nuvem, big data, mobilidade, colaboração e, claro, internet das coisas (IoT) ou de todas as coisas.

Para Chambers, não existe alternativa senão mudar, principalmente porque, na visão do principal executivo da Cisco, não haverá cidade e empresa no mundo que não passará por um processo de digitalização. “Como vamos liderar essas mudanças em nossa empresa? E não estou falando em trocar CIO, mas em transformação do negócio. Com todos os clientes que falo, os resultados vêm a partir de um trabalho conjunto. Temos aqui um novo status quo”, refletiu. “A indústria está lidando com muitas disrupções. Cidades que não mudam, ficam para trás, indústrias que não mudam, ficam para trás. Toda a companhia se tornará uma empresa digital, queira ou não queira.”

As palavras de Chambers podem parecer um tanto radicais, mas num mundo onde a pressa se torna normal e análises em tempo real são aplicadas a qualquer tipo de atividade – seja na avaliação de estoque, perfil de cliente, ações promocionais, educação, monitoramento de trânsito, conduta de tratamento de saúde, entre outros – faz sentido levar em consideração que, em algum momento, a digitalização chegará para fazer a união do mundo físico com o digital.

A indústria de maneira geral fala que até 2020 teremos 50 bilhões de coisas conectadas (entre dispositivos, sensores e equipamentos), gerando US$ 19 trilhões em oportunidades. Chambers, no entanto, acredita que todas essas cifras serão ultrapassadas dada a velocidade com que as coisas têm caminhado. Obviamente, ele não nega a existência de desafios, como de segurança e privacidade ou mesmo de infraestrutura em mercados emergentes, mas entende que as oportunidades são muito superiores às barreiras existentes.

“O impacto que teremos com IoT na próxima década será dez vezes maior se compararmos ao impacto da internet em sua primeira década”, assinalou o executivo. “IoT é o dado correto, no tempo correto, para o processo e pessoas corretos. Isso pede grande mudanças de processos. Pede uma cultura diferente na tomada de decisão e as universidades nem treinam para isso ainda. Trata-se de uma união de coisas de TI com mercado. Tem uma transição no mercado de TI e as coisas estão acontecendo muito rapidamente.”

O otimismo de Chambers está não apenas ligado ao segmento corporativo mas, sobretudo, aos governos. Quando olha para cidades que já apostaram forte em digitalização como Chicago e Barcelona e países que assumiram a missão de se digitalizarem, como Alemanha e Israel, o executivo entende que as oportunidades de negócios são tremendas. E ainda que o pico de investimento no conceito de IoT não tenha chegado, a companhia deve fechar seus resultados com 40% dos negócios sendo gerados com base nessa tendência. No Brasil, onde a empresa investiu em um centro de pesquisa e inovação no Rio de Janeiro, o CEO fala em grandes oportunidades, como no próprio Rio, onde algo já aconteceu um movimento para a Copa do Mundo e novas iniciativas virão por conta de Olimpíadas, mas também em cidades como São Paulo e Brasília.

A única ressalva do executivo para essa virada junto aos governos em todo o mundo é que, sem uma TI bastante estruturada – a cidade de Chicago não só tem CIO, como CDO (Chief Data Officer) e uma equipe de cientistas de dados -, os projetos tornam-se mais difíceis de executar.

*O IT Forum 365 viajou a Chicago a convite da Cisco 

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