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Do físico e presencial ao virtual e remoto

By 21 de julho de 2020 Mercado

Em uma crise da magnitude e complexidade como a que vivemos em decorrência da pandemia do novo coronavírus é difícil prever como, quando e com que velocidade se dará a retomada econômica, tanto no Brasil quanto no resto do mundo. No entanto, já é possível vislumbrar alterações significativas na economia, que afetarão a globalização e a produção de bens, assim como mudanças nos hábitos da população. Entre elas, o aprofundamento no uso da tecnologia reverberando na adoção do home office e no varejo virtual.

Relativamente à globalização, questões de segurança institucional vão suplantar benefícios financeiros e, em consequência, as maiores economias do mundo tenderão a internalizar atividades que hoje são cumpridas por outros países. Isso vai impactar importações e exportações, levando o comércio mundial para outro patamar.

Antes mesmo da pandemia, já experimentávamos uma transformação mundial no uso das tecnologias, mas a regulamentação ainda impunha diversos limitadores e barreiras que agora se tornaram mais suaves. A pandemia eliminou obstáculos em decorrência da necessidade. Paradigmas foram rompidos.

O conceito de organizações exponenciais vem formando “unicórnios” pelo mundo com a oferta de diversas plataformas de negócios fortemente escaláveis e com serviços de qualidade a custo accessível. Assim tivemos o surgimento de serviços como Amazon, iFood e hubs de negócios especializados. Esse modelo deverá se consolidar ainda mais e ser uma das alavancas da recuperação. Ao mesmo tempo, empresas que investem em tecnologia, destacadamente na transformação digital, terão vantagem competitiva importante e superarão mais rapidamente este momento.

Todo processo mundial destas proporções causa mudanças relevantes nos hábitos da população. É um fato histórico. E desta vez temos na transformação digital um componente novo e muito significativo. As dificuldades de uso e o ceticismo de parte da população quanto à tecnologia foram sobrepujados pela necessidade, rompendo barreiras que levariam anos para serem superadas. O celular e a internet entraram definitivamente na vida das pessoas de uma forma impensável há poucos meses. Hábitos foram modificados num prazo muito reduzido.

O trabalho em home office se tornou real do dia para a noite. O mundo viu que pode trabalhar bem e manter uma elevada produtividade distante fisicamente, mas próximo do ponto de vista virtual. Muitas empresas já estão repensando a necessidade de escritórios gigantescos e de manutenção custosa. Muitos vão questionar o tempo despendido no deslocamento de casa até o escritório, principalmente em cidades onde o trânsito é estressante.

As vendas virtuais vêm ganhando corpo por necessidade, mas as pessoas estão sentindo um conforto que até então não experimentavam. Não quer dizer que tudo migrará para este modelo, mas sim parte significativa dos negócios. As compras via e-commerce começaram a fluir, empresas de entregas passaram a bater recordes em suas atividades.

O impacto financeiro e receio de contágio, que deve permanecer mesmo depois de decretado o fim da quarentena, vai fazer com que as pessoas adiem as viagens de turismo de longo alcance, sendo substituídas por opções mais próximas. Mesmo o turismo de negócios será reduzido por soluções virtuais, movimento amplamente facilitado pela multiplicidade de plataformas destinadas a conferências remotas que ganharam popularidade.

Na área da saúde, a telemedicina, a visitação de médicos, a prescrição eletrônica, a compra de medicamentos por e-commerce, entre outros, vão se consolidar, trazendo amplos benefícios para a população, reduzindo as distâncias continentais do país e diminuindo a diferença no nível de atendimento das classes mais carentes.

Por tudo isso, é possível cravar que estamos definitivamente passando de um mundo analógico, físico e presencial, para outro digital, virtual e remoto.

Sobre o autor

Rodrigo Galesi é Diretor de Produtos e TI da InterPlayers, o hub de negócios da saúde e bem-estar.

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