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Cuidas, startup de tecnologia em saúde, levanta mais de R$ 17 milhões

By 5 de novembro de 2020 Destaques, Mercado

Recurso é proveniente dos fundos Kaszek Ventures e Península Participações, de Abílio Diniz, além de investidores-anjo como Jorge Paulo Lemann

Os altos custos das empresas brasileiras com planos de saúde, que reajustam seus preços de 15% a 40% ao ano, exigem a busca por soluções inovadoras que reduzam despesas, acabem com o desperdício em toda a cadeia e melhorem a qualidade de vida dos colaboradores. É o que propõe a Cuidashealthtech que conecta empresas com médicos e enfermeiros para oferecer atendimentos aos colaboradores, que em mais de uma dezena de milhares de atendimentos já resolveu 94% de demandas em saúde sem a necessidade de encaminhamento a pronto socorro ou subespecialistas médicos.

startup é uma das mais destacadas no segmento de saúde no ambiente de trabalho. Por conta disso, na última rodada de investimentos conseguiu levantar mais de R$ 17 milhões de aporte, coliderados pelos fundos Kaszek Ventures e Península Participações, de Abílio Diniz. A iniciativa também contou com alguns investidores-anjo como Jorge Paulo Lemann.

Os recursos levantados serão utilizados para apoiar o crescimento da empresa nos próximos anos, possibilitando o crescimento das equipes de marketing e vendas e aumento de investimentos em campanhas digitais. Além disso, permitirão a contratação de mais engenheiros de software, designers e outros profissionais para continuar desenvolvendo novas soluções tecnológicas que melhorem a qualidade de saúde do usuário final e tragam visibilidade da redução do uso do plano de saúde para a empresa cliente.

“Por meio da atenção primária, conseguimos não só levar mais saúde aos colaboradores das empresas, mas também mudar os seus hábitos de autocuidado e ensiná-los a utilizar de maneira correta o plano de saúde,, evitando os desperdícios tradicionais do mercado”, explica João Henrique Vogel, cofundador e CEO da Cuidas.

Fundada em 2018, a healthtech está se estabelecendo como solução interessante ao setor de saúde empresarial. Em 2019, cresceu quatro vezes mais do que no primeiro ano de fundação e, em 2020 o crescimento já está sendo maior que quatro vezes. Atualmente, tem mais de 25 empresas como clientes pelo Brasil.

O principal motivo para o crescimento registrado em 2020 é a mudança de perfil dos clientes. Em 2018 e 2019, por exemplo, a startup atendia PMEs que não conseguiam contratar planos de saúde. Agora, também atende empresas maiores (com mais de 500 funcionários) que buscam evitar reajustes anuais de preço com seus planos de saúde (variando hoje de 15% a 40% anualmente de acordo com a ANS) ao oferecer a atenção primária in company da Cuidasreduzindo os desperdícios com o plano. Apesar da Cuidas não prometer resultados em menos que 12 meses,

Além do controle de custos, a Cuidas também os permite oferecer uma experiência de cuidado user-centric encantadora, com NPS 87, e mais de 94% de resolutividade clínica sem necessidade de encaminhamento a pronto-socorro ou outros subespecialistas.

A Cuidas tem como missão melhorar a saúde de todas as pessoas de forma personalizada e eficaz. As consultas podem ser presenciais, no próprio local de trabalho, ou por telemedicina, principalmente após a pandemia de covid-19, com médicos e enfermeiros de família.

Dessa forma, a empresa consegue atender dois públicos distintos: empresas médias e grandes que buscam evitar aumentos anuais de preço do plano de saúde e as companhias pequenas, que não têm condições de arcar com planos de saúde e encontram nela uma solução de cuidado para os colaboradores que cabe no orçamento.

Tecnologia para resolver um problema crônico brasileiro 

A proposta de criar uma healthtech para atender à saúde dos profissionais foi uma iniciativa de Matheus Silva, Deborah Alves e João Henrique Vogel. Após concluírem o ensino superior nos EUA, Deborah e João Henrique em Harvard e Matheus na WPI, e trabalharem em carreiras diferentes por alguns anos, retornaram ao Brasil com o objetivo de empreender em um setor com impacto social. Então, nasceu a Cuidas. O objetivo era construir uma solução inovadora de tecnologia em saúde para reduzir a ineficiência do sistema brasileiro.

Dessa forma, a empresa desenvolveu uma tecnologia própria que tem, dentre os recursos disponíveis, o aplicativo para os usuários, o portal da empresa para os gestores e um prontuário eletrônico focado em atenção primária para os profissionais de saúde. Assim, consegue oferecer a melhor experiência a todos, entregando saúde aos colaboradores e insights às equipes médicas e anonimizados aos empregadores.

Como é uma plataforma de tecnologia que conecta médicos especializados em atenção primária às empresas, a startup não chega a concorrer com planos de saúde. Na verdade, ainda que funcione de maneira independente dessa categoria, também atua fortemente de forma complementar, uma vez que o trabalho está focado em atenção primária (80% das queixas de saúde que uma pessoa passa em sua vida) e não em atenção secundária ou terciária, ajudando os planos de saúde a também reduzirem seus desperdícios.

Inclusive, hoje a Cuidas já trabalha em parceria com grandes planos de saúde, que oferecem os serviços da Cuidas aos seus clientes que precisam reduzir sinistralidade (utilização do plano) para evitar reajustes de preço e trazer mais cuidado aos seus colaboradores. Como exemplo, um dos maiores planos de saúde do Brasil trouxe à Cuidas o desafio de cuidar de um grande banco em São Paulo e, apesar de não garantir resultados em menos de 12 meses, o plano concluiu que os colaboradores do banco que se engajaram com a Cuidas estão custando em média R$100,30 na sinistralidade enquanto que os outros custam R$223,50 em apenas 6 meses de trabalho. Ou seja, os colaboradores que usam a Cuidas custam em média 55% a menos para o plano de saúde do que os que não usam.

“Focamos na saúde e não na doença ou nos sintomas dos usuários. Queremos trabalhar mudanças de hábitos que levarão mais qualidade de vida a todos. Nosso time consegue perceber os principais problemas que acontecem com maior frequência e encaminha os colaboradores a um outro subespecialista quando necessário, que até hoje foram em menos de 6% dos casos”, conclui João Henrique.

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