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Como é inovar além da retórica?

By 20 de setembro de 2012 Mercado

?O mundo mudou. Isso não quer dizer que é bom ou ruim, mas mudou e temos que saber lidar com ele?. A frase finaliza a exposição do filósofo Alexandre Fialho, presidente da Korn Ferry, e um dos keynote speakers do Saúde Business Forum 2012, realizado pela IT Mídia, na Bahia (Praia do Forte). A frase em si não é lá tão inovadora, mas carrega uma dualidade importante – reiterada por Fialho -, para o período pós-moderno em que estamos inseridos. O pragmatismo do que é certo e errado, do bom e ruim, das políticas antagônicas de quem é de direita e esquerda, já não retratam mais os anseios desta época, em que as organizações exercem papel fundamental no desenvolvimento das pessoas. Foi-se o tempo em que a ordem e o progresso eram sinônimos de produtividade e sucesso, em que os trabalhadores cumpriam padrões de comportamento, em que o ideal – herdado do cientificismo ? era saber dominar os recursos para o bem comum. Segundo Fialho, o processo de globalização e as novas tecnologias foram propulsores da transformação para a pós-modernidade, caracterizada pelo pluralismo de ideias e pelo perspectivismo, em que as questões são analisadas em perspectiva e não pelo maniqueísmo de antigamente. Durante a explanação, o filósofo apresentou dois conceitos: ética, visão de mundo sob o prisma da objetividade; e estética, momento de fruição das sensações, antes mesmo de intelectualizar uma circunstância. ?Houve a primazia da ética em relação à estética. A estética ficou reprimida no passado, criando uma cultura padronizada. Hoje as pessoas querem ser felizes?, ressalta Fialho diante de dezenas de líderes do setor de saúde. As pessoas já não mais são vistas apenas como recursos e o entendimento de produtividade, hoje, perpassa por qualidade de vida e tempo livre, aspectos fundamentais para a criatividade e bom desempenho do funcionário. Uma pesquisa da Korn Ferry, com mais de 300 CEOs da América Latina, constatou que 25% deles não estavam contentes com seus líderes. ?Percebemos uma carência de inovação e criatividade, dificuldade de liderar com a complexidade, vemos lideranças nada inspiradoras?, afirma Fialho, alertando a plateia para o momento de transformação por que as organizações estão passando. De acordo com ele, hoje, não basta ser um gestor, é preciso ser líder e, para isso, saber lidar com questões também intangíveis, que vão muito além do utilitarismo, ou seja, da recompensa para o bom desempenho e punição para o considerado mau. Para ilustrar o conceito, o executivo fala sobre a diferença da casa e lar. A primeira possui objetivos arquitetônicos claros; a segunda decorre de um propósito, ou seja, não apenas de questões tangíveis. ?Muitas empresas possuem objetivos claros, mas são desprovidas de propósitos?, diz Fialho. Uma palavra que resume bem o que Fialho tentou passar durante seu discurso de abertura do Saúde Business Forum é autenticidade. As pessoas, hoje, querem e podem ser autênticas. E as empresas em geral têm de saber lidar e até fomentar esse anseio, pois é dele que nasce a inovação genuína.

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