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Câncer: como encarar?

By 4 de fevereiro de 2016 Colunas, Mercado

Quando falamos sobre o câncer, textos com palavras devastadoras, luta ou lágrimas ainda são recorrentes. Este ano, o tema do Dia Mundial do Câncer, comemorado hoje (04/02), é: “Nós podemos. Eu posso”. A data é uma iniciativa singular em busca de ações que modifiquem esse cenário. O objetivo é evitar milhões de mortes por uma doença que pode ser prevenida e/ou detectada precocemente, através de medidas individuais e institucionais.

Cada um pode – e deve – fazer a sua parte através da hábitos como não fumar, beber álcool sem excessos, praticar atividade física, ter uma dieta rica e saudável, evitar o sol em horários impróprios e fazer visitas de rotina ao médico, mesmo sem sintomas ou histórico familiar. As instituições públicas e privadas, da mesma forma, devem fomentar educação e criar ambiente adequado para que as pessoas tomem atitudes práticas.

É uma demanda mundial para que se criem soluções ágeis através de políticas de saúde sensíveis a esta epidemia global, de forma a tentar reduzir o enorme consumo de recursos, humanos e financeiros, que só vem crescendo. O tema de 2016 é um convite para mostrar que podemos, de forma simples e criativa, contribuir com essa meta. Um exemplo genial foi do casal Ray e Amy Green, que desenvolveu um jogo para computadores chamado “Aquele Dragão, o Câncer”, em homenagem a seu filho, Joel, diagnosticado com um tumor cerebral.

O jogo explora desde pequenas batalhas diárias de quem enfrenta a doença, como conseguir brincar no parque, até momentos densos, como receber uma má notícia do seu médico. E a recompensa de ganhar um sorriso do paciente vale mais do que simples pontos. Uma das qualidades do jogo é mostrar que sempre temos que seguir em frente. Joel Green, filho do casal que criou o jogo, faleceu durante o projeto. O jogo será lançado este ano, mostrando que o ser humano é capaz de encontrar luz e coragem nos momentos que parecem ser os mais escuros e com mais incertezas. A necessidade de participação de cada um e de todos, entretanto, é uma das certezas que podemos ter para tentar reescrever essas histórias.

Stephen Stefani

About Stephen Stefani

Médico oncologista. Especialista em Auditoria Médica. Professor de Farmacoeconomia da Fundação Unimed. Presidente do Capítulo Brasil daInternational Society of Pharmacoeconomics and Outcome Research (ISPOR). Preceptor da residência médica do Hospital do Câncer Mãe de Deus.

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