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ATS pivota para ajudar na luta contra a COVID-19

By 12 de junho de 2020 Mercado

Startup descobriu que poderia se inserir na área de biotecnologia durante sua participação no programa StartOut Brasil

Segundo levantamento realizado pela startup Bright Cities, plataforma para criar cidades inteligentes, apenas 10% das cidades brasileiras oferecem pelo menos um leito de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) dentro do Sistema Único de Saúde para cada 10 mil habitantes, como é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Quando somados aos leitos de instituições privadas de saúde, o número sobe para 12,6%, mas permanece muito aquém da necessidade para conter o novo coronavírus.

Para ajudar o sistema de saúde na luta contra o COVID-19, a Aerothermal Solutions (ATS) viu que era hora de pivotar. Até então, a startup combinava técnicas computacionais com metodologias da engenharia tradicional para oferecer projetos únicos com resultados confiáveis e precisos, trabalhando com engenharia de produtos para a indústria aeroespacial.

Contudo, durante sua imersão no ecossistema de Boston em 2019, proporcionada pelo programa de internacionalização do Governo Federal, StartOut Brasil, identificou uma oportunidade de inserção no ramo de biotecnologia.

“O ambiente de Boston estava propício a geração de ideias inovadoras, tanto que fomos influenciados pelas empresas de biotécnica que vimos lá. O StartOut Brasil favoreceu o contato com essas novas tecnologias e assim compreendemos que poderíamos usar nosso know-how para contribuir com tal segmento”, afirma Guilherme Silva, CEO da ATS.

Com a chegada da pandemia, ele entendeu que era o momento de colocar em prática o conhecimento adquirido com a internacionalização e criou um modelo matemático capaz de determinar o período entre a pessoa estar infectada e se recuperar, estimar a quantidade de leitos de enfermaria e de UTI que serão utilizados a cada dia na rede de tratamento da doença, bem como prever o número de mortes e novas contaminações.

A proposta foi tão eficiente que foi incorporada em uma ferramenta elaborada pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) para ajudar o Estado de São Paulo no controle da doença. Este mecanismo contempla dados preditivos de infectados, recuperados, óbitos, leitos utilizados e ventiladores requisitados por município com base na combinação de informações fornecidas por fontes oficiais, como DATASUS, Censo Covid19, Brasil.io e SRAGHOSPITALIZADO.

“A ATS desenvolveu um modelo original baseado na literatura aberta que já foi validado com dados reais de vários países, incluindo China, Alemanha, Espanha, Bélgica e Brasil. Ele tem características únicas, como período de incubação de mortos e recuperados. Agora, estamos colaborando, sem ganhos, com o IPT no esforço humanitário de prever a demanda de UTI e de respiradores para o Estado de São Paulo”, complementa Silva.

Além disso, o modelo matemático também se encontra em um repositório aberto/livre no github e pode ser aplicado em outros estados ou países.

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