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ABRAIDI apresenta estudo setorial

By 29 de junho de 2020 Mercado

Pesquisa revelou distorções e dados do setor de fornecimento de produtos para saúde, que mostraram crescimento em 2019, em relação ao ano anterior. O evento contou com palestras do presidente da Associação e de consultor da KPMG

A Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde realizou o Webinar ABRAIDI, em 24 de junho, onde apresentou os dados da 3ª edição do estudo “O Ciclo de Fornecimento de Produtos para Saúde no Brasil”. O diretor executivo Bruno Bezerra fez a abertura do evento, que teve o presidente da entidade, Sérgio Rocha, e o sócio-diretor da KPMG Consultoria, Daniel Greca Bosco, como palestrantes.

O sócio-diretor da KPMG Consultoria fez duas enquetes durante o Webinar ABRAIDI. A primeira pergunta questionava qual será a maior dificuldade do setor para superar a crise. Para a maioria (40%) será o caixa, para 30% dos participantes será inovar o papel da indústria e distribuição criando novos modelos de negócio com nova fonte de receita, 26% afirmaram dificuldades para atrair os pacientes para cirurgias eletivas, com confiabilidade no ambiente hospitalar e apenas para 2% será adaptar ao novo normal mais digitalizado. A outra questão foi sobre o legado que o Covid-19 deixará para a saúde: 35% afirmaram que serão a tecnologia e as novas formas de interação virtual, 29% disseram ser a educação sanitária, 24% novos modelos de negócios e 10% maiores investimentos na saúde.

Sérgio Rocha anunciou os resultados da pesquisa ABRAIDI e lembrou que o mundo vive uma crise sanitária e econômica ao mesmo tempo. “Ninguém imaginou que passaríamos por um momento como este. E como será a retomada quando tudo isso passar? Porque vai passar”, afirmou em referência à pandemia de Covid-19. “O ano de 2020 se apresentava como promissor, mas o coronavírus mudou tudo”, completou ao anunciar dados de 2019 do estudo, que foram bem melhores que o ano anterior, tanto em relação aos números setoriais da saúde, quanto na economia geral.

A pandemia assolou o país em um momento que o setor vinha em recuperação de anos difíceis. “Os dados mostraram que havia uma curva ascendente, em muitos aspectos”, afirmou Sérgio Rocha. O volume de vendas ao SUS pelos associados ABRAIDI teve um crescimento consolidado nos últimos quatro anos e ficou em R$ 1,522 bilhão, em 2019.

O consumo aparente, que é a soma da produção nacional e das importações, deduzidas as exportações, de dispositivos médicos implantáveis, materiais e equipamentos de apoio no Brasil cresceu 2,5% no ano de 2019, demonstrando a recuperação do setor, em relação aos últimos anos. “Uma pena que, agora com a crise sanitária, teremos uma queda em praticamente todos esses índices pelos relatos de redução de cirurgias eletivas e emergenciais ao longo de 2020”, completou.

A 3ª edição revelou também que 52,8% das empresas que fazem parte da ABRAIDI já possuem um programa de compliance completamente implantado. O índice era de 25,9%, em 2018, e apenas 14,0%, em 2017. “Nós estamos fazendo o nosso papel. Compliance, ‘não é para inglês ver’, precisa ser cumprido. Muitas entidades ainda olham para isso sem dar muita importância. Outros players precisam também fazer a sua parte. O resultado da pesquisa mostra o trabalho que promovemos, nos últimos anos”, disse o presidente.

“Eu reconheço a importância dos distribuidores no Brasil, mas olhando os números que foram apresentados essa relevância fica ainda mais clara. Ela também revela como os distribuidores estão sendo pressionados, com margens muito estreitas. O segmento é um ponto muito sensível de toda a cadeia da saúde, sendo essencial a transformação e os ajustes”, afirmou Daniel Greca Bosco, sócio-diretor da KPMG Consultoria, durante palestra no Webinar ABRAIDI.

O consultor fez uma projeção das tendências após a pandemia. “O coronavírus traz um legado de educação sanitária, valorização da saúde, paciente mais exigente, maior conflito entre prestadores e operadoras, regulação mais inteligente, interação entre os sistemas público e privado da saúde, surgimento de novos modelos de negócio e transformação digital”, detalhou Daniel Greca. Porém, ele prevê uma retomada em, no mínimo, 12 meses para total recuperação, mas sem dados confiáveis para afirmar com exatidão. “Qualquer projeção é futurologia. Essa incerteza que faz com que vivemos tanta ansiedade”, completou Greca. Para o consultor da KPMG, a boa notícia é que a saúde tende a recuperar mais fácil e mais rápido do que outros setores da economia, tanto em serviços, quanto na indústria.

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