This site is operated by a business or businesses owned by Informa PLC and all copyright resides with them. Informa PLC's registered office is 5 Howick Place, London SW1P 1WG. Registered in England and Wales. Number 8860726.

⚠️ Hospital Albert Einstein, Rede D'Or, Amil, DASA, Fleury... todos no HIS. E você? Clique aqui

A Telemedicina veio para transformar

By 15 de fevereiro de 2019 Destaques, Mercado

No mundo atual estamos vivendo a ultramudança nas formas de interação social – o contato virtual, através das mídias digitais. Seria impossível que essas mudanças, com o paralelismo de novas tecnologias, não envolvessem de forma intensa as áreas médicas. É importante salientar que a medicina não é uma ciência, mas um conjunto de ciências. Desta forma, todas as ciências têm na medicina uma gigantesca empatia.Perfeita para a adesão de novas tecnologias e formas de comunicação ou ambas associadas. A Telemedicina é isso.

A Telemedicina é um conjunto de serviços médicos à distância – consultas, resultados de exame, orientações, aconselhamentos e até mesmo procedimentos medico-cirúrgicos feitos ou orientados à distância.

Possibilidades fantásticas já existem e, novas estão em desenvolvimento, não antes de causar surpresas e multilateralismo de opiniões, como tudo que é inovador. É importante observar que os conselhos de medicina já estudam a matéria há tempos. No Brasil e no mundo já existem inovadores e audaciosos serviços de telemedicina sob várias formas ou nomes.

Eu, particularmente, tenho carinho pela expressão “cuidado digital”, ela denota a razão da medicina que é cuidar. As expressões “Telemedicina” ou “atendimento médico virtual” me causam a impressão de algo impessoal, algo que pode ser facilmente realizado por uma Unidade de Resposta Audível (URA), me encanta a certeza que há do outro lado de uma tela, por exemplo, pessoas cuidando de pessoas. Neste novo universo de serviços, eu gosto da ideia de continuar a ser e atender clientes.

O uso de software, inteligência artificial, machine Learning, BI…já estão atuando intensamente na nova relação médica, trata-se de uma realidade inquestionável. Qual médico já não foi abordado pelo whatsapp, por exemplo? Transitar informações, transformá-las em instrumentos de comunicação em benefício da saúde de populações é fantástico!

A era do cuidado digital é uma boa oportunidade para controlar e/ou validar custos médicos desnecessários. Os recursos financeiros do Estado e das empresas são limitados e boas práticas da economia da Saúde devem ser implementadas. Quem nunca ouviu falar da inflação médica?

Hoje, as empresas financiadoras da saúde suplementar pagam pelos planos dos funcionários e devem estar cientes da forma com que seus custos em saúde são utilizados. O conhecimento é fundamental para operar de forma eficiente seus orçamentos. O desperdício compromete de forma drástica o resultado dessas organizações. Por isso, oferecer saúde é legal e necessário, mas suspender a assistência médica por quebra da capacidade de financiamento é cruel para todos os envolvidos.

É uma economia assimétrica, onde as partes jogam para seu interesse sendo impossível manter o equilíbrio. As práticas de saúde digital, incluindo a telemedicina, podem ser usadas para dar transparência, velocidade e agilidades às informações para tomada de decisões. Estamos falando que existe uma cadeia de serviços médicos que deve ser conhecida profundamente pelas empresas e administrada de acordo com as necessidades de forma que sejam evitados desperdícios, atualmente em torno de 40%.

Essa é uma questão de logística de informação da saúde que esta em jogo. O objetivo é, por meio do uso de tecnologias e serviços, colocar a empresa que contrata os planos de saúde no centro da operação. Tirá-la do papel de simples pagadora para o papel de “gestora” de todo o processo.Todas as empresas conhecem bem suas necessidades logísticas, por que não conhecer melhor a cadeia de serviços médicos? Não é simples, nem fácil, mas é totalmente possível.

Um dos modelos é a implantação de Centrais de Saúde, Hubs de informação que administrem a saúde do grupo assistido, sempre protegendo o sigilo médico e observando a demanda, as necessidades e a qualidade dos serviços, tudo isso de forma remota, à distância – telegerenciamento.

Quem tem informação real e imediata, passa a ter capacidade de planejamento que chamamos de logística de informações da Saúde.

Bom, para finalizar, lembro que a palavra TELE sempre está associada à grandes mudanças, por ser substantivo feminino, merece mais atenção. A SAÚDE DIGITAL, assim como a TELEMEDICINA, vieram para transformar e para ficar!

Teleabraços!

Sobre o Autor:
Francisco Vignoli, MD, Carelink, empresa especializada na logística de informação de saúde.

Portal Saúde Business

About Portal Saúde Business

Formar e informar o executivo de saúde é o que fazemos todos os dias. Há mais de 15 anos desenvolvendo um conteúdo proprietário e centrado nos principais gestores do país, acompanhamos as notícias e tendências que impactarão no dia-a-dia dos hospitais, operadoras, centros diagnósticos, farmacêuticas e clínicas do país.

2 Comments

  • Xisto Paulo Schenini Bonorino disse:

    “Totalmente favor da implantaçào desse modelo, pois, com o material que possuímos hoje para integração digital, um sistema único de saúde integrada será o sonho da população.

  • Isac Dias disse:

    Ter um especialistas em TELE falando sobre a telemedicina é interessante pois sempre retratará um ângulo, o ângulo de interesse.
    Nós, médicos, sabemos o que ocorre.
    As grandes empresas de saúde irão usar esses 40% de “inflação médica” para aumentar ou no mínimo manter seus exorbitantes lucros e, sempre, às custas do trabalho médico.
    Não questiono a necessidade relativa de apoio médico a distância mas não pode ser rotina mas sim exceção e ainda deverá existir um órgão de regulação pois, realmente, ficaremos nas mãos de glutões do trabalho alheio e isso me lembra do “usurário”, aquele que enriquece às custas da necessidade de uma classe de se manter vivo e prover sua família e suas necessidades básicas.
    Enfim, falar pelo trabalho alheio e tentar tornar “deglutivel” formas de explorar o trabalho do outro é, no mínimo, fácil, mesmo que “tendência”.
    Quem deve “regular” o trabalho médico, é o próprio médico que deverá saber agora o quanto vale seu trabalho e optar por se submeter ou criar seu próprio espaço de atuação, físico com calor humano e grande compromisso olho no olho, ou mesmo digital pois entende que compromisso e responsabilidade não é medido por distância mas por responsabilidade e amor ao ato de ajudar.

Leave a Reply