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Afinal, o que é Apple Research Kit? [infográfico]

apple

Tenho escutado essa pergunta com alguma frequência nas últimas semanas. E não sem motivo. Afinal de contas, no último ano, a Apple lançou duas grandes frentes na área de saúde – e ambas com um nome parecido, o que também tem colaborado com a confusão.

Em meados do ano de 2014, a Apple lançou uma plataforma chamada Health Kit. O objetivo central daquela iniciativa era reunir dados de um mesmo usuário a partir de diferentes fontes, combiná-los e armazená-los. Isso facilitaria no controle da saúde integral da pessoa que utiliza aplicativos de diversos provedores.

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Pense no caso de uma pessoa que usa apps para controle de peso, controle de sono, controle de atividade física, de calorias e por aí afora. E cada um desse apps sendo desenvolvido por um provedor diferente. Fica difícil para o usuário cruzar todos esses dados, visando obter uma leitura única que combine, por exemplo, a quantidade de horas dormidas na noite anterior com a quantidade de passos dados no dia seguinte. O Health Kit foi criado para ajudar a costurar essa colcha de retalhos.

A proposta do Research Kit é diferente. Ele é voltado para acelerar e baratear os processos de pesquisa clínica, especialmente na identificação de sujeitos de pesquisa e no incentivo a sua adesão aos protocolos dos estudos. Esse é um problema enorme para a indústria e representa mais da metade do fracasso dos centros de estudo ao buscar seus objetivos de prazo e orçamento.

Como o Apple Research Kit, cada usuário de um iPhone se tornaria num participante de estudo clínico em potencial. Para isso a Apple desenvolveu aplicativos que ajudariam o usuário a incluir seus dados e compartilha-los num sistema de plataforma aberta. Num primeiro momento esses apps tem o foco em doenças cardiovasculares, câncer de seio, diabetes, mal de Parkinson e Asma.

Nas semanas seguintes ao seu lançamento, no começo de 2015, o mundo veio abaixo para a Apple, com críticas partindo, não somente, mas principalmente, de profissionais da área de pesquisa clínica. As objeções diziam respeito sobretudo a questões ligadas ao controle de privacidade dos dados, capacidade de assegurar a elegibilidade dos participantes e obtenção do consentimento livre e esclarecido dos candidatos a participar dos estudos. Trata-se de um terreno muito mais regulamentado do que qualquer outro na área de saúde.

Mas isso parece que não foi suficiente para barrar a iniciativa da gigante do Vale do Silício em sua ambição de resolver o problema.

O info dessa semana foi desenvolvido pela Ultera Digital e ajuda a entender melhor os detalhes dessa solução. Divirta-se!

Apple Research Kit

Istvan Camargo

About Istvan Camargo

Especialista em engajamento de pacientes. Foi membro do Comitê Científico da Health 2.0 Latam e residente digital do Centro de Mídias Sociais da Mayo Clinic / USA. Atuou como Chief Innovation Officer do Grupo Notredame Intermédica. Realizou palestras sobre o tema em conferências como Social Media Week, Campus Party e HIS. Em 2012 fundou a primeira rede social de saúde do país onde tem realizado projetos para Laboratórios Farmacêuticos,PBMs, Grupos de Apoio a Pacientes, dentre outros, engajando grupos de pacientes das mais diversas patologias.

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