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Robôs móveis autônomos: a necessária limpeza do “novo normal” precisa de automação

By 1 de outubro de 2020 Indústria

Se tem algo que podemos concordar é o fato de que a pandemia da COVID-19 fez com que as pessoas passassem a se preocupar mais com a limpeza em locais públicos. Hospitais e outras instituições ligadas à área da saúde saem à frente quando o assunto é tecnologia para limpeza, sanitização e desinfecção. Mas, a partir de agora, as empresas e órgãos públicos, de maneira geral, também começaram a olhar atentamente para isso. À medida que as pessoas retomam suas atividades normais, voltam ao trabalho ou às escolas, cresce a preocupação em conseguir mantê-las seguras.

Um dos principais desafios é garantir que todas as superfícies, sob todos os ângulos, sejam completamente higienizadas, dia após dia. Em espaços públicos, como saguões de edifícios, escritórios, hotéis e companhias aéreas, normalmente são utilizados desinfetantes aerossóis. No entanto, quando feito de forma manual, a eficácia da aplicação depende do profissional que está fazendo este trabalho e requer a utilização de proteção individual (EPI) para que ele não tenha contato direto com os produtos químicos.

O “novo normal” de desinfecção está pronto para a automação!

Os robôs móveis autônomos (AMR, que em inglês significa Autonomous Mobile Robot) são plataformas móveis que rodam em um software sofisticado, que lhes permite navegar com segurança e eficiência por qualquer espaço. Robôs móveis, flexíveis e configuráveis podem ser montados com uma ampla variedade de módulos superiores para torná-lo utilizável em várias aplicações. Os AMRs são projetados para integração com uma plataforma aberta de hardware e software, que permite a terceiros inovar para criar soluções customizadas para suas necessidades específicas, ou criar novos produtos para um mercado mais amplo.

Se pensarmos na indústria de manufatura e logística, por exemplo, os módulos superiores são normalmente elevadores de paletes, prateleiras, transportadores ou ganchos especializados para puxar carrinhos. Quando o assunto é limpeza, as empresas estão montando unidades de desinfecção em AMRs para uso em ambientes comerciais, incluindo aeroportos, hotéis, academias, supermercados e, até mesmo, penitenciárias.

Alguns deles são usados para aplicar, de forma rápida, segura e confiável, produtos químicos em aerossol em ambientes que consistem, principalmente, em superfícies duras; mas não são indicados para superfícies macias, como tecidos, papel e tapetes, que podem ser danificados. Para atender a esta necessidade, um número crescente de robôs desinfetantes está chegando ao mercado com dispositivos de iluminação ultravioleta.

AMRs são aposta segura para utilização de UV-C

A luz ultravioleta UV-C, que se refere ao espectro UV, usado para desinfetar, decompõe a estrutura do DNA de bactérias e vírus. Há anos é conhecido por ser um desinfetante eficaz e é usado comercialmente em tanques de tratamento de água, salas de cirurgia e laboratórios. Como a longa exposição não é segura para os humanos, as luzes só podem ser usadas quando as salas estão vazias, tornando um robô autônomo a solução ideal.

Estudos desenvolvidos pela Universidade de Boston e pela Columbia University Irving Medical Center, mostram oportunidades para a luz UV-C como um recurso desinfetante eficaz para vírus como o coronavírus. Mesmo enquanto a pesquisa continua focada em UV-C distante, um comprimento de onda que pode ser seguro para uso em humanos, robôs autônomos garantem que todas as superfícies na área sejam expostas e em todos os ângulos necessários.

Inovação para enfrentar o “novo normal”

No passado quase todos os robôs desinfetantes eram usados em ambientes de saúde. Mas isso tem mudado e, hoje, podem ser vistos fazendo a higienização do transporte público, de depósitos de logística, entre outros. Por meio deles, é possível criar ambientes seguros para que as empresas possam voltar a funcionar normalmente.

A inovação nesse segmento é acelerada. E hoje é possível encontrar AMRs para desinfecção que utilizam luz ultravioleta e ozônio, que utilizam plataformas acessíveis e mais seguras. E, embora, tenhamos visto um grande número de robôs sendo implementados com esse fim, em função da COVID-19, as plataformas costumam ser flexíveis para permitir que as empresas o utilizem, posteriormente, em outras aplicações.

Seja na desinfecção para manter os funcionários seguros ou no transporte autônomo de materiais para permitir que os funcionários se concentrem em atividades de alto valor, o “novo normal” está sendo possibilitado, também, por tecnologias como a robótica.

Sobre o autor

Omar Alejandro Aquino Bolaños é Diretor de Vendas da MiR para a América Latina

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