This site is operated by a business or businesses owned by Informa PLC and all copyright resides with them. Informa PLC's registered office is 5 Howick Place, London SW1P 1WG. Registered in England and Wales. Number 8860726.

Pesquisa revela dados inéditos sobre saúde renal dos brasileiros

By 11 de março de 2020 Indústria

Coalização de três farmacêuticas mapeia o cenário de doenças renais no País

Atentas ao cenário de crescimento de doenças crônicas e unidas em prol da saúde do paciente, as farmacêuticas AstraZeneca, Baxter e Bristol-Myers Squibb firmaram uma parceria inédita para compreender a realidade de doenças renais no Brasil e o nível de conhecimento da sociedade sobre a função dos rins. Para obter dados e informações exclusivas, as empresas realizaram uma pesquisa nacional, executada pelo instituto de pesquisas Abril Inteligência. O estudo deu visibilidade a diversos temas relacionados a pacientes e às doenças – e os resultados foram esclarecedores.

A análise avaliou o conhecimento e o comportamento do público geral sobre as condições, os fatores de risco das doenças relacionadas aos rins, os exames e tratamentos e o dia a dia de pacientes renais. Para chegar aos resultados, cerca de 1900 pessoas de todas as regiões do país participaram da pesquisa – sendo 331 deles portadores de alguma doença renal, entre elas insuficiência renal crônica, hiperpotassemia e câncer renal. Além disso, alguns dos pacientes relataram ter diabetes, um dos principais fatores de risco para doenças renais.

Os dados levaram à visualização de mitos nocivos à saúde que são culturalmente disseminados pela sociedade. Entre eles, está a perspectiva de que os dois principais fatores de risco para doenças renais é necessariamente, o baixo consumo de água, seguido pela alta ingesta de sal. Enquanto reais riscos aparecem na quarta, quinta e sétima posições, respectivamente, são eles: hipertensão, diabetes e obesidade[i].

Quando o assunto é cuidado periódico, o cenário é ainda mais alarmante: 50% dos indivíduos sem doença renal nunca consultou um médico para cuidar dos rins, seja clínico-geral ou o nefrologista, o especialista, que só foi visitado por 8% dos respondentes sem doença ativa.  Estes dados também ressaltam a real percepção de doenças populares, como é o caso do câncer renal. A patologia foi citada como a doença que mais preocupa pacientes e não-pacientes, o que não corresponde com a realidade do cuidado.

Este tipo de câncer tem evolução lenta e, por isso, os primeiros sintomas são indícios do estágio avançado da doença – é o relato de 49% dos pacientes que descobriram a doença depois de passar mal e consultar um médico, geralmente o urologista. São indivíduos acima dos 50 anos (46%) que relataram dor lombar, fadiga, sangue na urina, entre outros sintomas antes da consulta com o especialista. Nestes pacientes, o diagnóstico foi feito nos estágios III e IV em 23% dos participantes e 24% deles não sabiam a gravidade da doença.

Para aqueles com insuficiência renal crônica, 72% deles foram diagnosticados com a doença até 39 anos, ou seja, em plena idade produtiva, impactada diretamente, segundo relato dos próprios pacientes. O nefrologista, especialista em doenças do sistema urinário, especialmente dos rins, foi o responsável por 77% dos diagnósticos, cujos pacientes chegaram em consulta já no estágio V em 35% dos casos e outros 26% sequer sabiam qual era a situação do órgão. Em relação ao tratamento, 44% faz uso de medicamentos, outros 50% fazem hemodiálise e 9% não faz nenhum tipo de abordagem clínica. Outra alternativa mais moderna de tratamento, a diálise peritoneal, é a opção usada por 11% dos pacientes.

A triste realidade também aflige aqueles com doenças como a hiperpotassemia, 2% dos pacientes precisaram ir ao hospital para consulta de emergência nos últimos 12 meses devido a um episódio da doença. Além disso, quase metade dos pacientes sofre ou sofreu de anemia, reforçando a importância de investigar e tratar o quadro de forma constante e, assim, evitar piores prognósticos.

A pesquisa também trouxe dados reveladores sobre o cotidiano dos pacientes renais: eles relataram que conviver com doença afeta a vida profissional e escolar (56%), assim como as atividades sociais (46%) e a autoestima (40%). A relação com a família também é abalada para 34% dos respondentes, o que pode prejudicar a adesão a tratamentos e recuperação após determinados procedimentos, já que são os familiares grande maioria dos cuidadores destes indivíduos.

Para a diretora médica associada da área de doenças renais da AstraZeneca, Marina Belhaus, “a ideia da coalizão entre as farmacêuticas surgiu após avaliarmos que não tínhamos conhecimento se o brasileiro sabe da importância dos rins e se está com a saúde deste órgão em dia”.  É o que complementa também a líder da área médica da Baxter Brasil, Geovana Basso, que destaca: “os brasileiros desconhecem as doenças renais, além dos principais fatores de risco para o aparecimento e agravamento destas doenças, como diabetes, obesidade e hipertensão”. Lucienne Neusquen, diretora médica de Câncer Renal da BMS, complementa que “a pesquisa só reitera o que vemos nos consultórios e hospitais do país: diagnóstico tardio de doenças que poderiam ter outra linha de tratamento, se houvesse o acompanhamento correto dos pacientes, como é o caso do câncer renal”.

Diogo Sponchiatto, coordenador da pesquisa, reforça ainda que “esperamos que os dados e leituras encontrados neste estudo sirvam como ponto de partida para um trabalho de conscientização e orientação que precisa envolver profissionais de saúde, comunicadores, terceiro setor, farmacêuticas, hospitais, clínicas, seguradoras e o próprio governo. Sem esse esforço em conjunto, não conseguiremos aprimorar a prevenção, o diagnóstico e o tratamento das doenças renais. É hora de lançar os holofotes sobre os rins”.

Portal Saúde Business

About Portal Saúde Business

Formar e informar o executivo de saúde é o que fazemos todos os dias. Há mais de 15 anos desenvolvendo um conteúdo proprietário e centrado nos principais gestores do país, acompanhamos as notícias e tendências que impactarão no dia-a-dia dos hospitais, operadoras, centros diagnósticos, farmacêuticas e clínicas do país.