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Wearables como Roupas: Serão as novas grifes mais high-tech?

By 2 de abril de 2014 Hospital

Nesse segundo artigo da WearablesWeek, vamos explorar algumas das várias roupas que tem se tornado comuns nos eventos de tecnologia. Diferentes do que apresentamos no primeiro artigo da série, em que FitBit e Jawbone são acessórios, que podemos utilizar ou não, muitas roupas tem surgido com a possibilidade de substituir as roupas que usamos no dia-a-dia. Desde que as marcas esportivas começaram a se dedicar a criar outras mais leves ou mais pesadas, com tecido com mais ou menos aderência, que secavam mais rápido ou que não molhavam, se adaptando à necessidade de cada esporte, a possibilidade de ter roupas que o ajudassem a realizar as atividades do dia-a-dia se tornou cada vez mais uma obsessão de engenheiros e desenvolvedores.

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As nanopartículas e e miniaturização de tudo, bem como os dispositivos flexíveis, permitiram que cada vez mais tipos de roupas ganhassem usos diversos. Na última Health 2.0 São Francisco, a startup vencedora foi exatamente um camiseta. A OM Signal, que tem entre seus diretores cargos como Head of Electronic Textiles (algo como Diretora de Tecidos Eletronicos), Head of Smart Fashion (Diretora de Moda Inteligente), Smart Textile Designer (Diretora de Tecidos Inteligentes), e tem é claro, um Chief Medical Officer (Diretor Médico), se destacou entre todas as empresas apresentadas nos 4 dias da conferência de 2.500 pessoas.

ARTIGO: Wearables pra Saúde: Por quê o buzz afinal? (FitBit, Jawbone etc)

Logo que entrei no ambiente de startups, um grande amigo me disse que toda vez que ele via uma nova tecnologia da área da saúde participar de uma competição com outras tecnologias, a saúde sempre ganhava pois as pessoas sempre se impressionavam muito mais com um novo tratamento ou uma nova maneira de ser saudável, do que com uma nova maneira de pedir pizza ou um novo e-commerce. Se isso é verdade, parece que os wearables ganham até entre as tecnologias da saúde.

A OM Signal, por exemplo, como você pode ver no site deles, parece uma camiseta tradicional, com a diferença de que ela mede passos, batimento cardíaco, frequência respiratória, calorias queimadas, melhora a circulação do sangue ajudando os músculos a se recuperarem mais rápido de lesões, entre outras coisas, e como não podia deixar de ser, grava tudo em um device bluetooth que envia as informações para um aplicativo no smartphone. É interessante observar que um dos mais novos investidores da empresa é a Flextronics, que tem tamanho relevante no Brasil, o que poderia acelerar significativamente a entrada dessa tecnologia no Brasil.

Outro acessório, já muito explorado por nós e por todo mundo, é o Google Glass, que está sendo utilizado na saúde para atendimentos (Augmedix) e cirurgias (inclusive no Brasil). Nós mesmo já trouxemos o Google Glass para a Health 2.0 Latin America Conference nas mãos do cirurgião Dr. Miguel Pedroso, do Instituto Lubeck.

ARTIGO: Health 2.0 Latin America – What happened in the first conference?

No japão, saindo um pouco da área de saúde (e amor verdadeiro não é saudável?), cientistas criaram o True Love Tester, o sutiã que só se abre para o amor verdadeiro, detectado, de acordo com os cientistas, a partir de um aumento excepcional na frequência cardíaca.

Para assuntos mais sérios, a First Warning Systems, está desenvolvendo um sutiã que prevê risco aumentando pra câncer de mamã, que deverá iniciar validação clínica no terceiro trimestre desse ano. A Heapsylon, responsáveis pelos sutiã, meias e camisetas Sensoria Fitness, está também vendo possibilidade de substituir o velho top de academia por roupas inteligentes. A startup Numetrex está trabalhando na mesma área. Nem as cuecas e calcinhas escaparam dessa tendência wearable-everything. Um de seus usos, ainda estranhos para a saúde, estão sendo utilizados pela Universidade de Calgary, como cuecas que dão choque em seus usuários periodicamente lembrando-os de trocar de posição nas camas hospitalares, para evitar as terríveis escaras de decúbito. Piores que esses talvez sejam apenas as que previnem cheiros ruins de escaparem de dentro das suas roupas. As meias tem sido as menos utilizadas para a saúde até agora, mas, pela minha experiência, achei essa meia com RFID excepcional (“nunca mais perca suas meias”).

Como sexo também é saúde, não poderiamos esquecer a Fundawear, destaque no último SXSW, que promete ser “o futuro das preliminares”, com uma calcinha ativada pelo celular.

ARTIGO: As 5 startups de digital health e wearable devices mais quentes do SXSW

Voltando um pouco aos acessórios, a dermatologia também ganhou sua versão “chique” de trackers. A pulseira June, “desenhada com o espírito do diamante”, estima a quantidade de luz solar recebida pelo usuário, para screening e atenção à fotoproteção e lesões solares. Esse talvez sim se torne um acessório “indispensável” para as mulheres. Até a Microsoft (sim, a Microsoft) está trabalhando na sua versão de sutiã inteligente / smart bra, com o objetivo de informar as mulheres sobre seu estado emocional e como isso está afetando a quantidade de alimento que ingerem.

Instabeat, por sua vez, utilizado nos óculos de natação, indispensáveis a prática do esporte, monitora a frequência cardíaca do natador, otimizando o treinamento e melhorando a performance dos atletas e dos amadores.

Para que essas tecnologias continuem a se desenvolver, novos tecidos tem sido criados. Um exemplo são os dispositivos flexíveis com efeito pizoelétrico que podem recarregar um celular conforme você mexe os braços ou as pernas em uma jaqueta ou uma calça. Ou esse vestido da Sony que se conecta ao celular por Bluetooth, utilizado recentemente pela tenista Maria Sarapova.

ARTIGO: Como a Apple e o Google investem em Saúde e Wearable Devices?

Os atleta podem contar também com a Athos, um startup que utiliza eletromiografia para monitorar 22 grupos musculares. Mas, como sempre, esse mercado não vai ficar apenas para as novas entrantes. A Intel trouxe em 2011 o músico Will.i.am como Chief Criative Officer, para ajudar na criação do smart fashion ou moda inteligente dentro da Intel. E a Intel Capital investiu também no Thalmic Labs, uma startup que tem um medidor de atividade muscular pra jogos (MYO armband), e no Basis, um concorrente do FitBit e do Jawbone UP. O Google acabou também de desenvolver o Android Wear, um sistema operacional focado em wearable devices.

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Todas essas tecnologias ainda vão ter que enfrentar o teste do mercado, do tempo e o teste da moda para se provarem, mas seus criadores estão dispostos a vencer cada um desses desafios para que muito em breve você possa ir ao shopping e renovar seu guarda-roupa tecnológico.

De acordo com a Juniper Research, em 2019 o mercado de wearables será de US$ 19 bilhões de reais. Como sua empresa pode aproveitar essa oportunidade?

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Vitor Asseituno Morais

About Vitor Asseituno Morais

Médico formado pela UNIFESP, concluindo MBA em Finanças pela FGV. Médico atuante em hospitais públicos e privados, e ex-Médico da Força Aérea no ITA. Já trabalhou com investimento anjo e venture capital para early stage no Brasil e nos EUA. Membro Titular da SBIS, do HL7 International, da ISPOR e da Associação Americana de Marketing. Palestrante convidado para eventos como MEDICA, HIMSS, Hospitalar, JPR, SBPC, Campus Party, entre outros.

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