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Temos dados para medir Saúde?

By 12 de fevereiro de 2019 Colunas, Hospital

Qualquer repensar em modelos de pagamento ou de assistência precisam de dados para gerar as métricas para uma boa gestão.

O desafio do gestor está em ter consciência, primeiro, do que quer medir e depois de como ter acesso aos dados que gerarão as métricas almejadas.

Pela nossa prática trabalhando com projetos de analytics nos deparamos com três tipos de conjunto de dados: dados existentes e disponíveis, dados existentes e não disponíveis e dados não existentes e necessários.

A maior frustração está no segundo tipo de conjunto de dados: dados existentes e não disponíveis.

O exemplo disso foi discutido no pôster que publicamos no Congresso da ANAHP no ano passado: “Avaliação de desempenho da rede hospitalar de uma operadora de saúde: por que é tão difícil?”. Este artigo foi vencedor da Sessão Pôster do 6º Congresso Nacional de Hospitais Privados. Quem quiser lê-lo na íntegra, acesse: http://www.2im.com.br/2019/01/04/por-que-e-tao-dificil-avaliar-desempenho-da-rede-hospitalar/

A conclusão do artigo foi clara: os dados assistenciais mínimos necessários estão no prestador, ele não é compartilhado com o pagador e, portanto, este não tem como avaliar a qualidade da assistência prestada. Temos que padronizar o Conjunto Mínimo de Dados e melhorar muito a TISS se quisermos evoluir para uma gestão mais transparente e centrada no paciente.

Quanto aos dados inexistentes, mas necessários, o desafio também existe, pois depende da boa vontade dos gestores e de investimentos para disponibilizar ferramentas, devices, wearables, Apps para coleta de PREMs (Patient-Reported Experience Measures) ou outra forma de geração e captura destes dados.

Em resumo, os gestores devem:

  1. Tem consciência do que quer medir. Se o conceito de Valor estiver valendo aqui, buscar os indicadores que realmente são importantes para o paciente;
  2. Buscar mais transparência da troca de informações entre pagadores, prestadores e pacientes revisitando o Conjunto Mínimo de Dados, “turbinando” a TISS e revendo a regras de transparência de informações de saúde, sem ferir os preceitos éticos;
  3. Implantar novas tecnologias que permitam gerar dados relevantes para as métricas definidas.

Sem as métricas adequadas não será possível embrenhar-se em qualquer projeto de Saúde Baseada em Valor contemplando, ou não, modelos de remuneração.

Este, e muitos outros temas correlatos serão discutidos no I Congresso Latino Americano de Valor em Saúde que ocorrerá nos dias 18 e 19 de Março em São Paulo.

Muito trabalho tem que ser feito, mas a boa notícia é que não temos mais espaço para incompetência.

Cesar Luiz Abicalaffe

About Cesar Luiz Abicalaffe

Médico com Mestrado em Economia da Saúde pela Universidade de York na Inglaterra, MBA em Estratégia e Gestão Empresarial pela UFPR; Foi consultor da ANS para o QUALISS e autor do modelo GPS.2iM©– Gestão da Performance em Saúde com mais de 30 programas implantados no país até final de 2014.

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