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Tecnologia em saúde pode fazer pacientes não precisarem mais de insulina

By 23 de outubro de 2014 Hospital

Pesquisadores acreditam que uma nova tecnologia em saúde encapsulada e cultivada em células pancreáticas vai fornecer insulina suficiente para pacientes com diabetes tipo 1. O primeiro paciente do estudo clínico que corresponde a esta adaptação já recebeu o device, chamado βAir Bio-Artificial Pancreas da startup israelense Beta-O2.

No diabetes tipo 1, a produção de insulina do pâncreas é insuficiente, pois as células sofrem de uma destruição autoimune. Assim, o pâncreas perde a capacidade de produzir insulina em decorrência de um defeito do sistema imunológico, fazendo os anticorpos atacarem as células que produzem este hormônio. A ocorrência é de 5 a 10% entre todos os casos de pacientes com diabetes e estes pacientes precisam de injeções diárias de insulina para que mantenham os valores de glicose no sangue. O diabetes tipo 1, embora ocorra em qualquer idade, é mais comum ser diagnosticado em crianças, adolescentes ou adultos jovens.

A startup espera que sua tecnologia em saúde supere os três principais obstáculos de um implante para pâncreas bio-artificial: evitar rejeição sem uso de drogas imunosupressoras, providenciar oxigênio suficiente para as células pancreáticas continuarem funcionando bem e oferecer quantidades suficientes de insulina para o paciente.

Cada um dos devices parece ter 400 mil células beta e é esperado que isso seja uma quantidade suficiente para servir todas as necessidades de insulina do paciente, apesar de um pâncreas normal ter cerca de um milhão de células.

Com essa tecnologia em saúde, há uma sensibilidade aos níveis de glicose e o device pode produzir insulina e glucagon por demanda. Ele mede 68mmx18mm e os pacientes que participarem do teste devem fazer check-ups mensais por 180 dias. Depois disso, o device será retirado e o paciente será monitorado por mais 180.

Os pacientes precisam injetar oxigênio no device por um sistema que faz o cálculo de oxigênio necessário.

“Nós acreditamos que criamos um ambiente saudável para permitir que estes pâncreas funcionem em seu nível ótimo por um longo período de tempo”, disse Dr. Dan Gelvan, chairman do board da Beta-O2 e diretor de ciências da vida na Aurum Ventures.

A Beta-O2 Technologies é uma companhia biomédica, com base em Tel Aviv focada em Diabetes tipo 1. Seu primeiro produto é o ßAir, citado acima e a empresa foi fundada em 2004.

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Imagem retirada do site da empresa

Nathalia Nunes

About Nathalia Nunes

Fonoaudióloga formada pela FMUSP, com MBA em Economia e Gestão em Saúde na UNIFESP e apaixonada por comunicação, negócios e tecnologia em saúde. Na Live, trabalho com Marketing, Pesquisa e Conteúdo, tanto na produção de materiais editoriais e de pesquisa, quanto na difusão de temas e ações relacionados a negócios em saúde.

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