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Tecnologia e robótica por trás da desinfecção de ambientes

By 24 de agosto de 2020 Hospital

Conheça a ciência de ponta utilizada em hospitais, que hoje é referência para outros setores

Os processos de desinfecção ganharam um novo espaço. Aquilo que, no pré-COVID-19, era visto como algo exclusivo para instituições hospitalares se tornou prática indicada para os mais diferentes estabelecimentos, como hotéis, escolas, lojas, escritórios, meios de transporte, entre outros.

No momento de pandemia, a tecnologia é uma aliada não só dos hospitais, mas de todos os que buscam a proteção de seus clientes e colaboradores.

A seguir, apresentamos 4 elementos essenciais por trás da desinfecção robotizada de última geração, adotada pelos principais hospitais do Brasil e que podem também beneficiar outros setores.

  • Peróxido de hidrogênio e Prata

Duas substâncias químicas com elevado potencial de ação na desinfecção de ambientes e superfícies hospitalares: o peróxido de hidrogênio (H2O2) associado a íons de prata (AgNPs)., considerado um desinfetante de alto nível, a ação combinada entre os dois princípios ativos permite eliminar vírus, bactérias, fungos, esporos e até micobactérias causadoras de tuberculose. O peróxido de hidrogênio, popularmente conhecido como água oxigenada, reage com o ambiente formando radicais livres que atacam a membrana celular do microrganismo e os íons de prata agridem o DNA e outras estruturas dos germes que impedem a sua reprodução.

“O peróxido de hidrogênio associado aos íons de prata, tem ação germicida superior na eliminação de microrganismos, quando comparado a outros desinfetantes como o álcool 70%, cloro, dióxido de cloro e quarternário de amônio. Algumas vantagens do produto destacam-se pela maior eficácia na descontaminação de materiais porosos, possui baixo poder de espuma, não requerendo enxague, e é seguro para o meio ambiente”, aponta Ellen Cardoso, pós-graduada em Controle de Infecção relacionada à assistência à saúde pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

  • Aerossol

Utilizar apenas bons produtos químicos, porém, não garante a higienização completa do ambiente. Isso porque processos que dependem da ação humana têm limitações. É possível que, ao passar um produto manualmente, alguns locais não sejam alcançados – os chamados “pontos de sombra”. Para evitar essa falha, foi desenvolvido na suíça um robô que transforma o peróxido de hidrogênio associado aos íons de prata em aerossol.

O robô HyperDryMist®, e tem cerca de 25cm (L)X42cm(P)X50cm(A). Na prática, ele lança uma “nuvem” seca de desinfetantes no ambiente fechado, fazendo com que o produto chegue a todos os espaços e elimine 99,9999% dos micro-organismos. Todo o processo leva 3,9 s/m³, e não é necessário que ninguém fique na sala no momento da desinfecção.

“Em termos de eficiência, não necessitamos represar um colaborador da higiene exclusivamente para esta função, e assim, não existe um comprometimento ergonômico e nem a preocupação com EPIs específicos para evitar quaisquer riscos de inalação ou uma falta de padronização de tempo, custos e método”, diz Marcelo Boeger, consultor de hotelaria e facilities.

  • Biomarcadores para rastreabilidade

Nos hospitais de ponta, para se ter certeza que uma superfície foi desinfetada, são utilizados marcadores químicos que, quando em contato com o produto de limpeza, mudam de cor. O equipamento libera um relatório com todas as informações sobre a rastreabilidade e ações executadas, quantidade de produto utilizada e dados inerentes ao processo.

  • Cálculo da quantidade de produto

Quanto produto deve ser utilizado para desinfetar determinado espaço? Saber essa proporção é algo que os hospitais valorizam. Isso porque, se for utilizado menos produtos químicos do que o necessário, pode-se reduzir a eficácia da ação germicida. Por outro lado, quando se utiliza mais do que o necessário, gera-se desperdício.

Uma das formas mais simples de solucionar essa equação também é por meio da robótica. Quando é feita a contratação os ambientes são calculados e os dados inseridos no equipamento que já calcula e modula a quantidade de desinfetante a ser utilizado proporcionalmente à metragem cúbica do local. Em outras palavras, ele prevê a quantidade de saneante a ser usado, conseguindo atingir uma uniformidade para todo o ambiente a ser desinfetado.

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