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Pacientes poderão inserir dados em seu histórico médico

By 30 de janeiro de 2015 Hospital
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Em uma época que o consumidor tem ganhado cada vez mais voz e mais peso na decisão de outros consumidores sobre um serviço prestado ou produto comprado, nada mais natural do que este modelo migrar para a saúde ou, pelo menos, influenciar o setor.

Em históricos de pacientes, no geral, somente os profissionais têm espaço para o registro de informações e evolução. No entanto, em grande parte do tempo, o paciente se encontra sozinho ou com seus familiares, evidenciando uma falta de conhecimento médico sobre este período. É importante que alguns episódios da rotina sejam notificados e que a percepção do paciente em relação a sua evolução seja considerada.

Foi anunciado que o Beth Israel Deaconess Medical Center recebeu $450 mil da The Commonwealth Fund para desenvolver um produto que permite que pacientes contribuam com seus históricos médicos. O programa é uma extensão de uma iniciativa já existente e vai incluir colaboração com diversos outros provedores pelo país.

“Nós sabemos que aumentar o engajamento de pacientes é um componente crítico na melhora do cuidado de saúde e nós esperamos criar um programa bem estabelecido nesta área. Esta pesquisa vai explorar o potencial do Our Notes (nome dado à iniciativa) para ajudar a melhorar o cuidado entre os pacientes complexos com múltiplas condições crônicas de saúde”, disse Anne-Marie Audet, Vice-presidente da The Commonwealth Fund.

A iniciativa original tem como objetivo de permitir o acesso do paciente aos registros médicos, que ainda é uma questão bastante discutida e polêmica, com médicos que concordam com a solução e profissionais que não se sentem confortáveis com a divulgação. Este movimento começou a ganhar notoriedade em 2012, segundo o MobiHealthNews, graças a um estudo da BIDMC, que descobriu um maior engajamento e melhores resultados em pacientes com acesso a seus registros. De acordo com o autor, a maioria dos pacientes participantes disseram que, com acesso às informações, passariam a entender melhor seus problemas, lembrariam melhor seus planos de tratamento e se preparariam melhor para futuras visitas, tendo assim, maior noção de controle sobre sua própria saúde.

Certamente, ainda há ressalvas, como, por exemplo, no caso de pacientes com transtornos mentais. Alguns profissionais se preocupam com o impacto que isto pode ter na saúde destes pacientes e no andamento do processo.

Nathalia Nunes

About Nathalia Nunes

Fonoaudióloga formada pela FMUSP, com MBA em Economia e Gestão em Saúde na UNIFESP e apaixonada por comunicação, negócios e tecnologia em saúde. Na Live, trabalho com Marketing, Pesquisa e Conteúdo, tanto na produção de materiais editoriais e de pesquisa, quanto na difusão de temas e ações relacionados a negócios em saúde.

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