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Hospitalistas e as altas gestões

By 12 de junho de 2019 Hospital

Há um hospital cuja diretoria possuía na mesa um projeto de 17 milhões para expansão de leitos. Trabalhavam com altíssima taxa de ocupação e havia carência.

Buscaram algumas soluções antes de construir novos leitos físicos, e uma delas foi um programa de MH. Reduziu-se drasticamente tempo de permanência dos pacientes, aumentou-se giro, criou-se leitos virtuais. FINAL FELIZ?

Com troca de direção, novos gestores encontraram taxa de ocupação com capacidade de ser otimizada. O que acham que fizeram primeiro?

A) Investiram na captação de pacientes candidatos às cirurgias mais lucrativas?

B) Investiram na busca ativa de pacientes externos interessantes (como candidatos à UTI de alta complexidade, originalmente em hospitais de menos recursos)?

C) Desprestigiaram e atrapalharam o grupo de hospitalistas?

RESPOSTA: C

E o pior: sem nunca terem estabelecido novas metas, sem terem sentado com o grupo de hospitalistas e repactuado novos horizontes únicos!

Onde isso aconteceu, houve um burburinho imediatamente anterior. Hospitalistas questionaram o coordenador do grupo: “agilizar altas não é mais um objetivo da gente?”. O rádio-corredor já conhecia a verdade! Mas o coordenador do grupo seguiu fiel ao último pacto oficialmente realizado com a alta gestão – e saiu sem saber que uma de suas metas principais não mais interessava. E sem poder contribuir com A e B, pelo menos sugerir A, B ou outras formas de trazer mais pacientes para os leitos agora disponíveis.

Tempos de permanência não devem ser altos ou baixos. Devem ser o que os pacientes precisam, entendem?! Quando reduziram, indicadores de equilíbrio demostraram que era o caminho certo. Manter pacientes com condições de alta um dia a mais é ignorar as estatísticas dos erros associados aos cuidados hospitalares e das infecções nosocomiais.

A história poderia ter sido outra com comunicação efetiva e criatividade! Uma das coisas mais importantes para hospitalistas e o sucesso de um programa de MH: comunicação efetiva com a alta gestão!

Dentro de uma visão positiva, conclamo agora hospitalistas e gestores a, em Comentários, trazerem histórias de emparelhamentos que deram certo ao reprogramarem rotas.

Guilherme Brauner Barcellos

About Guilherme Brauner Barcellos

Guilherme Brauner Barcellos - Pioneiro no Brasil e na América Latina em Medicina Hospitalar. Foi o primeiro brasileiro a ser Fellow in Hospital Medicine e o primeiro profissional que não trabalha nos EUA Senior Fellow da Society of Hospital Medicine.

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