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5 fatores que desaceleram a adoção de tecnologia em saúde

By 30 de setembro de 2014 Hospital
Tecnologia em saúde e sua difícil adoção

Muitas tecnologias em saúde não solucionam o problema real

Muitas tecnologias não resolvem o problema que elas se destinam a resolver: Isso acontece, porque o processo de criação, muitas vezes, não é realizado da maneira correta, tendo, primeiramente, o produto, para depois se ter uma finalidade. É o caso dos wearable devices, por exemplo. Eles se tornaram bastante populares, sendo utilizados por muitos atletas e, recentemente, passando a fazer parte do business de marcas como Motorola e Apple, mas, mesmo que o usuário utilize o gadget constantemente, os dados não são utilizados pelo médico, pelo plano de saúde, nem, sequer, passam por uma macro-análise para completo entendimento dos hábitos e índices do portador.

Precisamos focar nas reais necessidades da população, como na gestão de doenças crônicas, na prevenção das mesmas e na promoção de saúde. Claro que, no caso dos wearables, muitas pessoas utilizam e aproveitam-se dos dados obtidos, caso de atletas e esportistas, em geral, por exemplo, mas isso, certamente, não é a necessidade básica de toda a população e não será de grande utilidade para boa parte dos novos usuários.

 

Ninguém quer pagar por nova tecnologia em saúde

Dentro de um hospital ou de uma clínica, a máxima “não se mexe em time que está ganhando” demora muito para perder espaço para as inovações. Isto se dá graças ao tempo necessário para avaliação de custo x benefício de um novo equipamento ou processo; ou `a falta de hábito dos profissionais na busca do novo.

Em muitos laboratórios de diagnóstico, testes novos são desenvolvidos e tirados do mercado antes mesmo de serem adotados pela massa médica. Aqui entra falta de informação, a segurança da realização de testes “clássicos” e a baixa tendência da saúde nos aspectos de inovação.

 

Médicos estão relutantes em compartilhar a informação do paciente

O sistema de saúde está se movendo para o modelo de compartilhamento de informações, no qual os pacientes são donos de seu histórico e de suas anotações e, além disso, possuem estes dados em tempo real.

Muitas novas tecnologias se baseiam nesta tendência e isso tem afastado o profissional de saúde da sua adoção. Em países como os Estados Unidos, a medicina defensiva, que é modelo de medicina em que o médico muda sua maneira de agir por medo do paciente entrar na justiça contra ele, atrasa este tipo de adoção e configura uma das maiores resistências no campo da saúde.

 

Tecnologia em saúde diminui a produtividade dos profissionais de saúde

Claudio Giulliano, antigo presidente da SBIS, costuma dizer um dos motivos para o atraso na adoção de prontuários eletrônicos é a mudança do comportamento anterior, no qual o papel “aceita tudo”, para um comportamento mais restrito, baseado em códigos e padrões que devem ser adotados para correto preenchimento do formulário.

Além disso, outro problema é a certificação digital e o seu uso no dia a dia. Muitos profissionais de saúde a esquecem, não sabem a senha, mudam de hospital a cada dia, tornando bastante difícil a automatização do processo e, ainda, se mostram desconfiados quanto a sua autenticidade.

Sendo assim, o uso destas tecnologias é criticado em alguns locais, por diminuir a produtividade do profissional (quando sua real intenção é aumentá-la) e complicar a rotina destes.

 

Muitos profissionais vêem tecnologia em saúde como impessoais

Uma das coisas que ouvi recentemente é que os aplicativos não passam “empatia” para os pacientes. Claramente, a empatia passada no contato presencial entre profissional e paciente não pode ser replicada em um gadget ou plataforma (e muitas vezes não existe no contato presencial também). No entanto, acreditamos que outros fatores podem mover a relação paciente-plataforma de uma maneira que o estimule a atingir seus objetivos de saúde.

Um dos exemplos é o MyFitnessPal, empresa visitada pelo Brazilian Healthcare Trek, que adquire, cada dia, mais usuários e os ganha por um motivo: o aplicativo funciona. As pessoas sentem falta de ver resultados claros. Claro que a empatia nunca poderá ser substituída, mas, no caso de não haver a possibilidade, como nos aplicativos, mostrar resultado pode ser um grande ponto.

Nathalia Nunes

About Nathalia Nunes

Fonoaudióloga formada pela FMUSP, com MBA em Economia e Gestão em Saúde na UNIFESP e apaixonada por comunicação, negócios e tecnologia em saúde. Na Live, trabalho com Marketing, Pesquisa e Conteúdo, tanto na produção de materiais editoriais e de pesquisa, quanto na difusão de temas e ações relacionados a negócios em saúde.

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