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Estudo da UCLA usa mHealth para testar a visão de pacientes com Diabetes

By 30 de abril de 2014 Hospital

De acordo com um novo estudo piloto, pacientes diabéticos estão adeptos a – e mesmo entusiastas sobre – auto monitoração de sua visão com mHealth, apesar da pesquisa não ser capaz de demonstrar de forma quantitativa os efeitos da intervenção. Retinopatia diabética, uma forma de degradação da visão que pode levar à cegueira, é uma das complicações mais comuns de diabetes.

”Os resultados gerais são que pacientes diabéticos, mesmo que já tenham muitas preocupações – como checar o nível de açúcar regularmente, etc. – gostam de usar o aplicativo porque simplificam esse aspecto do cuidado com a saúde”, Dra. Irena Tsui, pesquisadora chefe do estudo, conta ao MobiHealthNews. ”Sem isso, teríamos que falar aos pacientes para nos ligarem caso percebessem alguma mudança em suas visões. O aplicativo, portanto, é uma grande coisa. É algo concreto que os pacientes podem fazer em casa”.

Médicos na Jules Stein Eye Institute, na Universidade da Califórnia, inscreveram 60 pacientes com diabetes tipo 1 e 2 no teste, instruindo-os a baixar e usar o aplicativo de mHealth para monitorar suas visões e informar as mudanças para um profissional. Os médicos, tanto o clínico geral do paciente quanto o especialista em visão, poderiam também acompanhar os resultados dos testes.

A Dra. Tsui disse que a esperança por trás do estudo é que o envolvimento constante com o aplicativo melhore também o controle que o paciente tem sobre o nível de açúcar sanguíneo, mesmo que os pacientes envolvidos no estudo tenham em sua maioria os níveis bem monitorados. Pesquisadores também chegaram à conclusão que, como nem todos os pacientes diabéticos desenvolvem problemas de visão imediatos, mesmo quando eles possuem retinopatia diabética, o aplicativo deveria ser combinado com outras formas móveis de monitorar diabetes, como glicosímetros. A Dra. Tsui espera que no futuro o aplicativo possa ser incorporado à medidores eletrônicos.

Alguns indivíduos tiveram grandes benefícios com a intervenção, segundo a Dra. Tsu, e talvez ela escreva um estudo de caso baseado em um paciente em particular.

”Tiveram alguns poucos pacientes que tinham edema macular em decorrência da diabete, e que apresentavam mudanças na visão de forma bem aguçada”, disse ela. ”Uma mulher em particular, uma médica, iria controlar sua visão de forma semanal. Se ela notasse alguma mudança, viria ao consultório. Nós repetíamos os exames oftalmológicos, faziamos exames de raio-x, e frequentemente, o aplicativo estava certo. A acuidade visual em casa se correlacionava com novos inchaços na retina, e ela assim voltava para receber uma injeção.”

O aplicativo mHealth usado no estudo, o SightBook, foi desenvolvido para iPhone, iPad e iPod Touch. Foi criado pela DigiSight Technologies, uma empresa liderada por Mark S. Blumenkranz, médico, professor e presidente do Byers Eye Institute, do Departmento de Oftalmologia da Universidade de Stanford. No aplicativo, os pacientes podem fazer diversos testes de visão, entre eles acuidade visual e doença macular. Os resultados são guardados online, podendo ser acessados pelo médico. Ferramentas de organização e controle de visitas médicas e tratamentos também estão disponíveis no utilitário.

O SightBook não é aprovado pela FDA. A DigiSight escreve em seu site: “Nossos produtos e serviços não tem intenção de diagnosticar, tratar, curar ou prevenir nenhuma doença, e sim servir como ferramenta preventiva para você e seu médico usarem em apoio à sua saúde e bem estar. As informações contidas nesse site, e-mails ou materiais distribuídos pela DigiSight são somente de propósito esclarecedor e não tem a intenção de substituir conselhos ou cuidados médicos.”

Somente um aplicativo de teste de visão é aprovado pelo FDA, mas é destinado para uso em prescrição. O Vital Art and Science, do Texas, está atualmente tentando distribuir o MyVisionTrack via empresas farmacêuticas como uma ferramenta para estudos clínicos com mHealth.

A Dra. Tsui tem algumas visões para futuras versões do estudo. Uma delas é simplesmente repetir o teste em pacientes com alto risco, por não ter controle do índice glicêmico, para ver se o aplicativo pode alterar o comportamento do indivíduo em relação à doença. Ela também vê grande potencial em combinar o aplicativo com câmeras de baixo custo, compatíveis com iPhone, recentemente desenvolvidas na Universidade de Stanford para ajudar nos exames de vista para retinopatia diabética em países em desenvolvimento, como o México.


Traduzido e adaptado de: MobiHealthNews

Camila Alves

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