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Dispositivo Ultrassônico Viajará por Artérias e Mostrará Bloqueios Coronários

By 8 de junho de 2014 Hospital

Há uma regra de ouro em cirurgias: quanto menos invasivo o procedimento, melhor. Cirurgias menos invasivas reduzem o desconforto do paciente, apresentam recuperações mais rápidas e limitam o risco de infecções. O problema é que você precisa olhar o problema para resolvê-lo, e a nanotecnologia na saúde promete ajudar.

Em uma cirurgia cardíaca, por exemplo, os profissionais usam ultrassons externos para verem os bloqueios. As imagens são úteis, mas só são boas o bastante para servirem como guias gerais. Pesquisadores da Georgia Tech, liderados pelo Professor F. Levent Degertekin, acreditam que possam melhorar a situação e até reduzirem a frequência de cirurgias cardíacas invasivas.

”Se você é um médico, você quer ver o que está acontecendo dentro das artérias e dentro do coração, mas a maioria dos dispositivos sendo usados para isso hoje em dia disponibilizam somente imagens transversais”, disse Degertekin.

O grupo está focando em nanotecnologia na saúde, estão construindo um pequeno dispositivo ultrassônico com fio que cirurgiões podem serpentear pelas artérias para obter uma imagem frontal, em 3D, dos bloqueios em tempo real – o ”equivalente a uma lanterna” nas passagens escuras do coração.

Já existem, obviamente, dispositivos de ultrassom internos. Esses são usados para visualizar vários órgãos – o estômago, por exemplo, pelo caminho do esôfago. O que faz esse dispositivo em particular ser especial é seu tamanho e a habilidade de viajar entre caminhos menores.

Os transdutores ultrassônicos do dispositivo formam um anel de 1.5 milímetros em volta de um fio guiado do tamanho de um fio de cabelo. Eles enviam rajadas de som de alta frequência e escutam por ecos. O sinal é traduzido por um chip de silicone de 1.4 milímetros e enviado para fora por fio, onde o software constrói a imagem em tempo real e em uma resolução maior do que um ultrassom externo.

Para fazer parte da nanotecnologia na saúde, o minúsculo aparato só é possível graças à tecnologia da informação, dos transdutores, microcontrolados por computador, para o chip, um mero pontinho em uma ponta de um dedo. E além do seu tamanho diminuto, por causa da capacidade do chip de processar parte do sinal ultrassônico no local, há um limite no número de cabos de comunicação de informações.

”Você quer o cateter mais compacto e flexível possível”, diz Degertekin. ”Nós não poderíamos fazer isso sem integrar os eletrônicos e a matriz de imagem no mesmo chip.”

A equipe irá partir para testes em animais em breve, e eles esperam licenciar a tecnologia para empresas diagnósticos médicos com recursos para conduzir experimentos clínicos em humanos e, eventualmente, procurar a aprovação da FDA para uso clínico.

O dispositivo exemplifica uma tendência geral na medicina, a nanotecnologia na saúde – pequenos, mas capazes, chips estão levando à dispositivos em miniatura que podem viver e trabalhar no corpo, além de realizar algumas tarefas que antes requeriam operações invasivas.

Pegue, por exemplo, o marca-passo da Medtronic do tamanho de uma multivitamina que faz seu caminho pela vasculatura do corpo para o coração por uma pequena incisão na coxa. Ou as smart pills que, quando engolidas, levam imagens de dentro do corpo, automaticamente entregam medicações ou simplesmente reportam que você as engoliu.

O robô cirúrgico Da Vinci, da Intuitive Surgical, permite menores incisões e cirurgias menos invasivas. Mas o robô não é uma tecnologia emergente que teremos no futuro. Foi introduzido há quinze anos, já fez dezenas de milhares de procedimentos e está em residência em aproximadamente 2 mil hospitais pelo mundo.

Na Singularity University’s FutureMed do ano passado, Catherine Mohr, da Intuitive Surgical, notou que o robô cirúrgico Da Vinci não é na verdade tão disruptivo, e sim uma melhora de uma tecnologia já existente, ou seja, uma inovação incremental.

As tecnologias realmente disruptivas serão adenovírus ou nano máquinas programadas para encontrarem e destruírem células doentes ou limparem bloqueios arteriais apontados. Essas tecnologias não melhorarão a cirurgia, e sim acabarão com elas quase totalmente.

Em um passado não tão distante, completar com sucesso cirurgias incrivelmente invasivas, como transplantes cardíacos, era considerado uma grande realização. Olhando para frente, nossos objetivos irão na direção contrária – os mesmos resultados, porém com menos bisturis e incisões, e mais robôs em miniatura e pequenos chips de computador.

 


Texto traduzido e adaptado de: SingularityHub

Camila Alves

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